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Candidato no RS | 7 vezes que o bolsonarista Onyx Lorenzoni se envolveu com corrupção, negacionismo e outros absurdos

O candidato de Bolsonaro para o governo do Rio Grande do Sul nessa eleição de 2022 tem um longo histórico de falcatruas. Segundo lugar nas pesquisas, o bolsonarista gaúcho já recebeu propina da JBS, tem nome na lista da Odebrecht, elogiou ditador sanguinário, lançou disparates negacionistas, entre outras barbaridades.

terça-feira 7 de junho | Edição do dia
Artista/fotógrafo: Rafael Carvalho

Na última pesquisa eleitoral do Rio Grande do Sul, publicada em 22 de maio de 2022, feita pela Paraná Pesquisas, o candidato bolsonarista figurava em segundo lugar nas intenções de voto, com 19,2%, logo atrás de Eduardo Leite, com 27,3%. Num cenário sem Leite, Lorenzoni ficava em primeiro lugar com 21,9%. No momento Onyx está filiado no PL, o mesmo do presidente. Ainda tem muita água para rolar até outubro, mas pela primeira vez Onyx tem reais possibilidades de ir a segundo turno para um cargo executivo no estado. Dessa forma, vai competir com Leite e Sartori para ver quem consegue destruir mais os direitos dos trabalhadores e o patrimônio público gaúcho.

O homem coleciona controvérsias e barbaridades. Além do nome de Pokémon e sobrenome de chuveiro, o bolsonarista é também conhecido por ser envolvido em diversos escândalos de corrupção e, ao mesmo tempo, ser o mais ferrenho "defensor" da luta contra a corrupção. Um paradoxo ambulante, Lorenzoni é praticamente o sinônimo da palavra hipocrisia – ou, a bem dizer, perfeito representante das classes dominantes e do capitalismo brasileiro, enlameados até a cabeça em um mar de corrupção e enchendo a boca de falso moralismo. Mas como ele sabe que seus eleitores não possuem lá grande tino, para ele pouco importa. Desde que a PGR perdoe seus crimes, está tudo bem!

Mas recordar é viver e nossa missão, enquanto Esquerda Diário, é mostrar um pouco da verdade para os trabalhadores. E fazemos isso pois acreditamos que devemos combater a extrema-direita e os Lorenzonis da vida com a luta dos trabalhadores e independência de classe, sem conciliação com a direita, como hoje faz Lula e o PT. Boa parte das práticas aqui denunciadas são compartilhadas também por Lula, Alckmin, o petismo, etc. Escrevemos esse texto para lembrar as barbaridades de Onyx Lorenzoni para além dos escândalos de corrupção e mostrar como ele é um legítimo representante da destruição dos direitos dos trabalhadores, do patrimônio público e defensor da grande elite econômica. Veja aqui 7 casos de absurdos envolvendo Onyx Lorenzoni.

- Leia mais: Como enfrentar a extrema-direita bolsonarista sem sucumbir à conciliação de classes?

1. Onyx recebeu 300 mil em propina e Caixa 2 da JBS em 2012 e 2014



Em 2020, o ministro de Bolsonaro admitiu ter recebido R$ 300 mil em propina da JBS em um esquema de Caixa 2. Foram R$ 100 mil para a eleição de 2012 e R$ 200 mil para a de 2014. Um “cidadão de bem” com os irmãos Batista! Lorenzoni pediu desculpas, fez um acordo com a PGR, fez uso de sua imunidade parlamentar e saiu impune pelo crime que cometeu (pelo menos até agora). Em 2016 ele afirmou que “Caixa 2 não tem desculpinha” e foi duro contra os criminosos, mas em 2018 ele literalmente pediu desculpas e se safou. Em matéria de corrupção, os bolsonaristas são mestres.

2. Onyx era o “inimigo” na lista de políticos corruptos da Odebrecht

Lembra da lista da Odebrecht? Aécio era o “mineirinho”, Eduardo Cunha, o “caranguejo”, “Coxa” era a Gleisi Hoffmann e Onyx Lorenzoni era o “inimigo”. Relator das Dez Medidas de Combate à Corrupção na Câmara dos Deputados, o ilibado bolsonarista também dividia a lista com corruptos de todo o Brasil. O ex-executivo da Odebrecht, Alexandrino Alencar, afirmou que se encontrou com Onyx em 2006 para lhe propor propina via caixa 2 e o homem não recusou. A denúncia é que Onyx recebeu R$ 175 mil por fora, valor nunca informado à Justiça Eleitoral. Inimigo ele é, mas não da Odebrecht e nem das empreiteiras, e sim dos trabalhadores e da maioria da população brasileira.

3. Onyx é contra fiscalização do trabalho escravo pelo MP

Em 2021, Bolsonaro implementou decreto que retira do Ministério Público o poder para fiscalizar o cumprimento de normas trabalhistas nos locais de trabalho e repassa para o Ministério do Trabalho tal atribuição. Na prática, essa medida passa para o Ministério comandado até então por Onyx Lorenzoni a atribuição de fiscalizar trabalho escravo. É o sonho dos escravocratas – em especial os do campo, que Onyx tem bastante relação no sul, mas também os da cidade. Escravocratas? Como assim? No século XXI? Exatamente. Sob Bolsonaro, cresceu a lista de patrões que submetem trabalhadores a condições de trabalho análogas à escravidão no país. Também no ano passado nós vimos um dos maiores resgates de de trabalhadores em condições análogas à escravidão realizados dos últimos anos em uma fazenda da Souza Paiol, em Goiás. Onyx foi Ministro do Trabalho de Bolsonaro.

4. Onyx admite que o governo Bolsonaro está “vendendo o Brasil”

Em reunião ministerial de 2020, o gaúcho reacionário afirmou: “É muito triste ver um brasileiro chegar no exterior e ser recebido com o manto da desconfiança. Pois nós passamos, Paulo Guedes, o ano todo, Tarcísio, Teresa, Bento, é… é… é… o nosso ministro Marcos Pontes e outros andando pelo mundo e fazendo o que? Vendendo o Brasil”. Triste é saber que um energúmeno como Onyx Lorenzoni preside um ministério no Brasil. A bem da verdade, o intuito do bolsonarismo sempre foi privatizar o patrimônio público brasileiro a preço de banana para investidores estrangeiros. Ao contrário da cantilena liberal, a venda desenfreada dos serviços públicos encarece tudo e quem perde são os mais pobres e que mais necessitam deles. Se Onyx for eleito, vai seguir o programa de Leite para o Rio Grande do Sul e mirar no Banrisul, no que restar da CEEE e Corsan, e assim por diante.

5. Onyx disse que pulgas, ratos, formigas e passarinhos transportam o coronavírus e podem infectar alguém

Além de corrupto, Onyx é burro. Solta informações sem checá-las, dissemina fake news como um tio ignorante do zap e faz um desserviço para a vida dos brasileiros. No auge da pandemia, no início de 2021, quando centenas de milhares de brasileiros já haviam perdido suas vidas e o presidente fazia piada da doença, o então ministro bolonarista disseAlguém consegue impedir nas áreas urbanas que o passarinho, o cão de rua, o gato, o rato, a pulga, a formiga, o inseto se locomova? Alguém consegue fazer o lockdown dos insetos? É óbvio que não. E todos eles transportam o vírus.” O intuito era bater o no lockdown, mas bateu mesmo foi no conhecimento científico e no bom senso. Não há nenhuma prova de que pulgas ou gafanhotos possam transmitir Covid-19. Mas há provas em abundância que o bolsonarismo pode transmitir fake news, que se não é contagiosa, certamente é muito danosa.

6. Empresa de Onyx deve R$ 822 mil para a União

Se você chegou até aqui e leu esse sexto item, você deve estar se perguntando: “como é possível um homem desses chegar à chefia do Ministério do Trabalho e antes da Casa Civil? Depois de tudo isso, como é possível?” A resposta para essa pergunta, por mais surreal que ela seja, se chama bolsonarismo e extrema-direita. Essa gente não tem escrúpulos. Em 2019, segundo dados do próprio portal da Fazenda, a empresa Osvel Organização de Serviços Veterinários, de propriedade de Lorenzoni, devia um total de R$ 822.302,59 para a União. Lombo nas costas dos trabalhadores, reforma trabalhista e previdência pros mais pobres, privatização de tudo, porrada nos protestos e na juventude, mas para Onyx é perdão acima de tudo e todos. Antes de ser um político corrupto, Onyx se aventurou no ramo dos pet shops, mas aparentemente serviu para contrair dívidas gigantescas. Pobres cães que alguma vez pisaram nesse pet shop…

7. Onyx reivindicou “banho de sangue” do ditador Pinochet

Não é novidade para ninguém que Bolsonaro e Guedes são fãs da ditadura chilena e do governo de Pinochet. Guedes sempre elogia a ofensiva neoliberal que teve no Chile o seu primeiro laboratório. Mas Onyx conseguiu a proeza de reivindicar escancaradamente o “banho de sangue” que Pinochet promoveu nas décadas de 1970 e 1980. “O Chile lá atrás teve que dar banho de sangue para mudar princípios macroeconômicos”, disse o crápula a fim de defender as reformas neoliberais e as mudanças macroeconômicas levadas a frente por Guedes e Bolsonaro. Um relatório oficial, lançado em 2011, apontou mais de 40 mil pessoas assassinadas pela ditadura de Pinochet no Chile. É sabido que as torturas no regime pinochetista foram brutais contra trabalhadores, artistas, indígenas e estudantes. O banho de sangue de fato ocorreu para que o movimento operário fosse derrotado e o neoliberalismo fosse inaugurado no planeta. Essa é a tradição que esses seres rastejantes, como Onyx, reivindicam.




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