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Guarulhos | 5 motivos para que os estudantes da Unifesp apoiem a greve da Proguaru

Com o anúncio do fechamento da empresa mista de serviços urbanos Proguaru, por parte do prefeito de Guarulhos Guti (PSD), junto a Câmara de vereadores da cidade, os trabalhadores da empresa deflagraram uma forte greve há 5 dias pelos seus empregos, organizando fortes atos no centro da cidade.

quarta-feira 29 de setembro | Edição do dia

Nós da Juventude Faísca citamos aqui 5 motivos para apoiar a inspiradora greve dos trabalhadores da Proguaru. Por conta do isolamento midiático, do papel da diretoria do sindicato em desgastar os combativos grevistas, além de não buscar os centros operacionais para fortalecer a luta, o apoio ativo dos estudantes da EFLCH (Unifesp) poderiam cumprir um papel importante neste momento chave da luta dos trabalhadores dessa empresa.

Guarulhos | 5 propostas para fortalecer a greve na Proguaru e mudar os rumos da luta

1) Trata-se de um ataque profundo que vai levar 4700 trabalhadores para a rua

Com o fechamento da Proguaru, milhares de trabalhadoras e trabalhadores da cidade serão demitidos, incluindo faxineiras que mantinham a Unifesp limpa antes da pandemia.

Nesse cenário, a prefeitura adota uma política para enfraquecer a greve ao cogitar - de maneira totalmente incerta - que uma parte dos funcionários vão ser recontratados em empresas terceirizadas. Uma história para boi dormir, pois além da alta rotatividade e os regimes de trabalhos ainda mais precários, a maioria dos concursados da Proguaru estão numa faixa etária que o absurdo ritmo de trabalho e metas de terceirizadas significará a demissão e o drama em voltar ao mercado de trabalho privado. A situação dramática é tamanha que um dos funcionários acabou por tirar sua vida diante da ameaça de demissão a gota d’água de uma depressão de 14 anos. Luiz foi vítima da ganância de Guti e seu papel nas negociatas e lucros de vereadores, dito de outro forma, em precarizar o serviço público na cidade.

2)Hoje são eles, amanhã seremos nós

Este processo de demissão em massa não é um fato isolado em uma categoria, mas é fruto de um regime marcado e pautado pela necessidade de descarregar a crise nas costas dos trabalhadores, da juventude e dos setores oprimidos. O mesmo motivo que justifica a constante ameaça de acabar as verbas para a Unifesp e fechar as portas dessa universidade é a mesma para fechar as portas da Proguaru: fazer com que o povo pague a conta da crise. A unidade entre estudantes da universidade pública e trabalhadores do serviço público é uma necessidade pois sofrem do mesmo problema.

3)Em nossa própria Universidade, há trabalhadoras da Proguaru que podem ser demitidas

As faxineiras da Proguaru, e todos os funcionários, sejam efetivos ou terceirizados, são a base da comunidade acadêmica, são os que possibilitam que ela exista e que professores e estudantes possam pesquisar, estudar, ensinar e aprender. Na EFLCH, a Proguaru opera e essas mesmas funcionárias, mães e avós trabalhadoras, que também são parte da universidade, serão atingidas por este processo. Dessa forma, este ataque acaba sendo parte um processo de precarização e sucateamento da universidade como um todo e abre brechas para avançar privatizações e o poder dos interesses do mercado dentro da universidade pública

4)A greve se encontra em um momento mais difícil: a importância do apoio dos estudantes aumenta

Hoje fazem 10 dias da greve dos trabalhadores da Proguaru, cuja mobilização tomou o centro da cidade com passeatas debaixo de sol e assembleias de centenas. Mas a STAP, sindicato dos funcionários públicos do município, não organizou até agora nenhum plano de luta concreto para vencer. O movimento estudantil, caso entre em cena, pode ser um sopro de motivação e energia para os grevistas e ser um fator para retomar a força da greve passando nos centros operacionais, indo aos atos, conversando e debatendo com os trabalhadores e a população.

Os trabalhadores da Proguaru podem, por sua vez, inspirar nós estudantes a ver que existe luta e um mundo além das aulas online. Devemos nos inspirar nesses trabalhadores, muitos já senhores e senhoras, que marcharam embaixo do sol pela cidade de Guarulhos. Esse espírito de luta deve estar presente nos blocos das universidades no próximo dia 02.

GUARULHOS EM LUTA | Unificar a luta contra o fechamento da Proguaru e contra a reforma da previdência municipal

5)Os estudantes e suas entidades, assim como em outros setores, podem fortalecer mais ainda esta greve

Nossa concepção de movimento estudantil passa por lutar por uma universidade cujo conhecimento seja voltado aos interesses dos trabalhadores e do povo pobre, ao mesmo tempo que isso também envolve batalhar para que os estudantes e suas entidades também se solidarizem e atuem em seus processos de luta numa forte unidade operária-estudantil. Dessa forma, para podermos avançar nesta forte mobilização, torna-se necessária uma forte campanha de solidariedade e de apoio dos demais sindicatos da cidade, organizações e partidos de esquerda, assim como dos estudantes e suas entidades. Por isso, fazemos um chamado aos estudantes da Unifesp para se somarem a esta mobilização, participando dos atos e tomando medidas ativas de apoio a mesma, assim como o DCE da Unifesp e também os demais Centros Acadêmicos que atuam na EFLCH como o CACS, CAHIS, CAPED, CAFIL e CAHA.




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