DIA DAS CRIANÇAS

Vítimas de tiroteios e da violência policial, 20 crianças foram baleadas no Rio este ano

De acordo com a plataforma Fogo Cruzado, do início de 2020 até o Dia das Crianças, comemorada hoje, 20 crianças foram mortas baleadas na região metropolitana do Rio de Janeiro. Foram ao todo seis mortas e 14 feridas, dados semelhante ao registrado durante o mesmo período em 2019, que teve 5 mortas e 15 feridas, demonstrando que, sob uma suposta condição de direitos iguais, as crianças nem sequer têm direito à vida.

terça-feira 13 de outubro| Edição do dia

Foto: José Lucena/Folhapress

Ainda que, pela Constituição e pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) as crianças tenham direitos iguais, a elas são negadas a própria condição de sobrevivência, como aponta pesquisa feita pela plataforma Fogo Cruzado que, de 20 crianças baleadas na RM do Rio, 14 foram vítimas de balas perdidas (isto é, não tinham qualquer envolvimento com os eventos que desencadearam os tiros) e três morreram.

Segundo os dados levantados cinco crianças foram vítimas de tiroteios que contavam com a presença de policiais, duas foram baleadas em locais próximos a bases de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) e sobreviveram. Três foram baleadas enquanto estavam em casas, destas uma morreu.

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Neste dia em que é comemorado o Dia das Crianças, o Esquerda Diário expressa toda solidariedade à memória de crianças que, como Agatha Félix ou João Pedro, são vítimas diárias da polícia militar assassina, seja ela de Witzel ou de qualquer governador, pois até Fátima Bezerra, sendo do PT, governadora do Rio Grande do Norte, parabeniza a sua polícia e reforça esse aparato de repressão que mata trabalhadores, jovens e crianças todos em sua maioria negros, pois esta PM é estruturalmente racista. E que, por outro lado, é classista na medida em que reprime greves, mata trabalhadores e expulsa pessoas pobres de ocupações e assentamentos rurais, mas protege com muita segurança a propriedade privada de grandes empresários.

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Por todas Mirtes e por todas mães que perderam seus filhos e filhas por conta do desprezo capitalista da patroa ou do patrão que não têm qualquer sentimento com relação às suas vidas, que vivem sob o conforto da exploração do trabalho, e que quando ameaçados se valem de uma polícia assassina, prestamos também levantamos que é só auto-organização dos trabalhadores que podem forjar a segurança de si próprios em nome de suas necessidades e não para os interesses dos patrões e da burguesia que também os oprimem como expressão de poder.




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