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CHUVAS EM SÃO PAULO | São Paulo alagada: O caos na cidade mais rica do Brasil causado pela ganância capitalista

São Paulo amanheceu submersa no caos. Vários pontos de alagamentos pela cidade, trânsito parado, carros boiando e casas alagadas. A cidade mais rica não sofre com as chuvas, sofre com a ganância capitalista.

Patricia GalvãoTrabalhadora da USP e integrante da Secretaria de Mulheres do SINTUSP

segunda-feira 10 de fevereiro de 2020 | Edição do dia

Foto: Romerito Pontes/Futura Press/Folhapress

Todo trabalhador já enfrentou um dia de cão por causa da chuva ou do trânsito. Ônibus lotado parado no trânsito e o patrão ligando sem parar, porque o lucro dele importa mais que qualquer dificuldade que o trabalhador tenha. Hoje, dia 10 de fevereiro a cidade amanheceu parada. Chuvas intensas desde a noite anterior levaram a prefeitura de São Paulo cancelar o rodízio e o chefe do corpo de bombeiros a recomendar que todos fiquem em casa. Dizem que de ontem para hoje choveu mais da metade do esperado para o mês inteiro. No entanto, não é só o trânsito que parou. A cada forte chuva são milhares de famílias com suas casas alagadas, perdendo tudo. E não perdem somente seus bens, que lutaram tanto para conseguir. Perdem-se vidas também.

Vimos no começo do ano as enchentes de Minas Gerais, dezenas de mortos e um sem fim de desabrigados. No Brasil do século XXI uma chuva para a vida. Pelo menos para os trabalhadores e a população mais pobre. Os patrões, o governo, para eles nada para. Dória está em Dubai fechando acordos que só vão precarizar ainda mais a vida dos trabalhadores. Ele quer privatizar tudo o que puder.

No ano passado viralizou um áudio intitulado “Lenin de Belford Roxo”, onde um trabalhador respondia irado ao seu patrão que não poderia ir trabalhar, pois a cidade estava alagada. Embora se tratasse de um áudio feito por um grupo de comediantes, a situação do trabalhador indignado com a cobrança do patrão num dia de chuva e caos correu o whatsapp em todo país. Os trabalhadores se identificavam com a situação e com o ódio que o personagem sentia.

Hoje, com a cidade inundada, milhares de trabalhadores se arriscaram na chuva e estão parados no trânsito para não perder um dia de salário, pois o patrão não entende que a chuva, a falta de infraestrutura na cidade e nos transportes, faz com que o trabalhador que já deixa 8 horas de sua vida no trabalho, demore 3 ou 4 horas para chegar.

A prefeitura “consternada” com a situação, cancelou o rodízio no dia de hoje. Não cancelou o expediente, não decretou emergência e garantiu que nenhum trabalhador seja descontado. Não cuidou para que milhares de famílias não sofressem com casas inundadas, garantindo obras que escoassem a água da chuva. Não. Tudo que fez foi cancelar o rodízio para que os trabalhadores chegassem nos locais de trabalho a qualquer custo, pois a sede de lucros não para.




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