PORTO ALEGRE

Repressão: Guarda de Marchezan baleou imigrante com bala de Borracha em Porto Alegre

Em mais um ato de covardia por parte da Guarda Municipal de Marchezan, ambulantes imigrantes sofreram repressão e seus produtos foram recolhidos. Um imigrante senegales recebeu um tiro de bala de borracha na perna pela polícia.

sábado 21 de novembro| Edição do dia

Na manhã deste sábado (21), apenas um dia o dia da consciência negra, e o grande protesto que teve por justiça a João Alberto que foi morto por seguranças do Carrefour no dia 19 de novembro. A Guarda Municipal de Porto Alegre reprimiu novamente ambulantes imigrantes do centro da cidade. Nesta ação brutal pelo cães de guarda do prefeito Nelson Marchezan, os policiais balearam um ambulante senegalês com bala de borracha na perna. O rapaz foi atendido no pronto socorro e passa bem.

A ação repugnante gerou revolta dos ambulantes e também tá população que passava no local.

Sempre para defender o lucro dos grandes e médios comerciários do centro de Porto Alegre, Marchezan manda sua Guarda Municipal para reprimir e recolher os produtos dos imigrantes. Como ocorreu no meio da pandemia onde recolheram toneladas de comida de feirantes ambulantes da cidade e foram jogadas no lixo. Fora muitas outras ações que a Guarda faz todos esses anos para reprimir os imigrantes que apenas estão fazendo seu trabalho de forma digna. Ações brutais a mando de Marchezan e da patronal do comércio.

A violência policial contra os imigrantes mostra a verdadeira face do racismo, ainda mais em Porto Alegre, uma das capitais mais racistas do Brasil. Esse caso ocorre após a morte de João Alberto, onde um dos assassinos é um policial que estava à paisana no Carrefour. Um assassinato extremamente brutal que gerou revolta e protestos em várias cidades do país.

Veja também: Revolta negra: Veja imagens dos atos por justiça por João Alberto ao redor do país

Nós do Esquerda Diário deixamos nosso total repúdio a esse acontecimento que expressa profundamente o racismo do sistema capitalista apodrecido, que no Brasil é controlado por um regime nascido do golpe institucional que veio para aumentar a repressão, o encarceramento em massa e o genocídio policial em cima dos corpos negros.




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