RACISMO

Recepcionista negra é demitida por não aceitar tirar as tranças

Em abril, a recepcionista Karina Carla foi demitida de seu emprego em uma clínica médica na cidade de Nova Lima (MG) após colocar tranças. Ela já trabalhava no local há mais de seis anos, e seu afastamento ocorreu apenas seis dias depois de seus empregadores tentarem persuadi-la a mudar o visual.

sábado 21 de novembro| Edição do dia

Imagem: Arquivo pessoal

Além da própria chefe, na época também foi convocada uma consultora de imagem. Ambas alegaram que o visual não combinava com a imagem da clínica, por supostamente ser “informal demais”. Mas a recepcionista se negou a retirar as tranças, que faziam parte de um processo de transição capilar.

Este é mais um entre os vários casos de pessoas negras sendo constrangidas por sua aparência, principalmente nos locais de trabalho. As alegações dos empregadores partem de racismo que discrimina elementos da cultura negra, como são as tranças.

Mesmo após o término do processo judicial em favor de Karina, no qual o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou indenização de 30 mil reais por danos morais, não podemos confiar na justiça que inocentou o estuprador da Mari Ferrer e que condenou Rafael Braga. Principalmente porque várias negras e negros seguem sendo humilhados diariamente em seus postos de trabalho pelos patrões, mas também sendo reprimidos pela polícia.

Esse caso ocorre em meio ao reacionarismo de Bolsonaro, de seu vice presidente, Mourão, que declara que não existe racismo no Brasil, e de todos os golpistas que defendem a polícia racista. Por isso, para combater o racismo, é preciso uma mobilização para além do dia da Consciência Negra, que organize a luta antirracista contra a opressão e contra esse sistema de exploração.




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