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ARMAS DE FOGO

Política do governo Bolsonaro prioriza armas de fogo no lugar de combater a Covid-19

As provas de que o governo Bolsonaro tem praticado uma verdadeira antipolítica de combate à Pandemia de Covid-19 salta aos olhos. Em mais uma recente investida do presidente, ao invés de tratar de formas para resolver problemas como os que temos enfrenta em Manaus, com pessoas falecendo por falta de oxigênio, o presidente editou quatro medidas que facilitam o acesso a armas e que aumentam o limite de aquisição de armar e munições.

sábado 13 de fevereiro| Edição do dia

Imagem: Agência Brasil.

As provas de que o governo Bolsonaro tem praticado uma verdadeira antipolítica de combate à Pandemia de Covid-19 salta aos olhos. Em mais uma recente investida do presidente, ao invés de tratar de formas para resolver problemas como os que temos enfrenta em Manaus, com pessoas falecendo por falta de oxigênio, o presidente editou medidas que facilitam o acesso a armas e que aumentam o limite de aquisição de armas e munições.

De acordo com a Folha de São Paulo as medidas editadas por Bolsonaro também atualiza a lista de Produtos Controlados pelo Comando do Exército e estabelece que até ao calibre 12,7 mm, além de armas anteriores a 1900 e acessórios como miras telescópicas, entre outros, deixem de fazer parte dessa categoria.

Agora, a pessoa autorizada pode adquirir até seis armas e em casos de magistrados fica permitido a compra de duas armas de uso restrito. Numa manobra para “desburocratizar” normas a presidência da república argumenta que esse procedimento também adéqua o número de armas, munições e recargas ao direito de exercício individual.

Outra medida realizada foi à alteração do limite de munições para colecionadores, atiradores esportivos e caçadores. Agora, Atiradores e os caçadores terão acesso a compra de mil unidades de munição e até dois mil cartuchos de arma de fogo. No caso de armamento de uso permitido, a limitação é de até 5 mil unidades de munição e insumos para recarga de até 5 mil cartuchos para cada arma.

Não é segredo para ninguém que Bolsonaro é a favor e um defensor do armamento, em Janeiro de 2020 quando o mundo já estava a espreita da pandemia, o Presidente comemorou o aumento da venda de armas registradas. Em 2020 o Brasil bateu o recorde de quase 180 mil novas armas registradas pela Polícia Federal. Sem dúvida esse aumento é ligado aos subsídios que o governo tem dado ao setor como por exemplo, ao zerar impostos sobre importação.

Veja mais em:Armas para a direita: Bolsonaro zera imposto sobre importação de revolveres e pistolas Em abril de 2020 o governo Bolsonaro chegou a declarar numa reunião ministerial que queria todo mundo armado: “Eu quero todo mundo armado. Que povo armado jamais será escravizado”

Esses elementos apenas confirmam o que Bolsonaro insiste em pontuar, o descaso total com a pandemia e um estímulo a uma política de morte que facilita inclusive a que grandes proprietários de terra se armem até os dentes, além se setores da burguesia que esbanjam o porte de arma no país. O governo Bolsonaro prefere aumentar imposto sobre os cilindros de oxigênio em detrimento do estímulo a venda de armas de fogo, o que sistematicamente deixa claro qual é a prioridade do governo numa realidade em que temos 237.489 óbitos por Covid-19.




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