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OXIGÊNIO MANAUS

Pazuello afirma no Senado que não houve falta de oxigênio em Manaus

O ministro general da saúde Eduardo Pazuello vai ao senado prestar esclarecimentos, inventa uma “rede de gás” que não existe e afirma com toda a cara de pau que em nenhum momento se falou em falta de oxigênio.

sexta-feira 12 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Tânia Rêgo/Agencia Brasil

O ministro militar segue a tradição de mentira e dissimulação do alto escalão do exército ao ser convidado a prestar esclarecimentos no Senado Federal. Afirmou que no relatório de 8 de janeiro e em nenhum documento se falou em “falta de oxigênio”, e tirou de sua imaginação que o problema foi numa suposta “rede de gases” em que faltou “pressurização”.

Segundo Pazuello: “Rede de gases são os tubos de gases e não o oxigênio que vai dentro. Pressurização entre o município e o estado é regulação entre um e outro”. Afirmou ainda que não havia ideia alguma do colapso de oxigênio nem pelo Estado do Amazonas nem pelo Ministério da Saúde até dia 7 de janeiro quando o Secretário de Saúde de Manaus teria lhe comunicado em seu telefone particular. Pazuello mencionou ainda de forma vaga e nada objetiva uma priorização da vacinação em Manaus, não falou de números e prazos.

É um total desrespeito com as famílias das vítimas que morreram pela falta de oxigênio que poderia ter sido evitado com o simples transporte antecipado já que, ao contrário do que afirma o Pazuello, o colapso estava previsto e anunciado por vários hospitais e autoridades. Enquanto isso os militares para além do escândalo do gasto de 15 milhões em leite condensado, bebiam 80 mil cervejas e comiam 700 toneladas de picanha ao preço de 84 reais o quilo.

Bolsonaro, Mourão, Pazuello, e todas as instituições desse regime como STF, Congresso e governadores precisam ser responsabilizados pelas centenas de milhares de mortes por covid-19 no Brasil. Por isso, para muito além de uma saída por dentro dessas instituições golpistas como o impeachment proposto pela frente ampla de “esquerda”, é preciso mobilizar toda a classe trabalhadora com assembleias por local de trabalho e contar com nossas próprias forças para impor que cada ator político desse regime seja responsabilizado pela verdadeira política negacionista e genocida durante a pandemia que escancarou a crise capitalista fazendo nossa classe pagar com a vida. Somente os trabalhadores podem dar uma saída para que sejam os capitalistas que paguem pela crise que criaram. Para isso as grandes centrais sindicais como CUT (PT) e CTB (PCdoB) que dirigem quase todos os sindicatos no país podem cumprir um importante papel de organizar um plano de luta. Esses partidos porém, compondo uma grande frente ampla com partidos de direita e dando um abraço de urso no PSOL apostam apenas nas próximas eleições vendendo ilusões aos trabalhadores por meio de propostas parlamentares e institucionais como o impeachmet que pode colocar o general Mourão no poder sem barrar os ataques contra a classe trabalhadora.




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