BANCADA REVOLUCIONÁRIA

"Nós queremos uma São Paulo para os trabalhadores, porque hoje ela é dos empresários e dos banqueiros"

A frase é de Marcello Pablito, dita hoje em lançamento da pré-candidatura da Bancada Revolucionária de Trabalhadores a vereador na cidade de São Paulo.

sábado 12 de setembro| Edição do dia

Marcello Pablito é trabalhador da USP, dirigente do Movimento Revolucionário dos Trabalhadores e um dos membros da Bancada Revolucionária de Trabalhadores que concorrerá nestas eleições a vereador em São Paulo, ao lado de Letícia Parks e Diana Assunção.

Marcello Pablito interveio no lançamento desta bancada, que é composta por membros do MRT através de filiação democrática no PSOL. Saudou a luta dos trabalhadores iniciando com o apoio à greve dos Correios, dos trabalhadores ecetistas que lutam contra o projeto de privatização da empresa e dos ataques do governo Bolsonaro. Também saudou os trabalhadores da Embraer, dos entregadores de aplicativo, denunciando o desemprego e precarização do trabalho, que se aprofundou com Bolsonaro e a pandemia do coronavírus:

Para nós, a greves dos trabalhadores do Correios e da Embrar são uma grande inspiração. Para a gente é um grande orgulho contar com trabalhadores que deram todas estas batalhas. Queria saudar a greve dos trabalhadores dos correios, é uma greve que enfrenta a intransigência da justiça e de Bolsonaro, assim como os trabalhadores da Embraer que lutam contra as privatizações e demissões, para que nenhuma família fique na rua.

Em seguida Pablito defendeu uma São Paulo dos trabalhadores, denunciando como a cidade está organizada para a exploração e a riqueza de um punhado de capitalistas:

Por que a gente fala uma São paulo para os trabalhadores? São Paulo hoje é uma cidade dos empresários, uma cidade dos banqueiros, da casta política. Queremos uma cidade dos trabalhadores porque nesta cidade, que é o maior conglomerado financeiro da América Latina, sede de multinacionais, que tem mansões gigantescas, apesar de ser a cidade mais rica do país, toda essa riqueza produzida nela não está voltada para nossa classe, nem para a juventude, para os negros, para as mulheres, ou para os imigrantes.

Um emblema de tudo isso é que, não à toa, a cidade de São Paulo é, no país inteiro, onde há recorde de mortes na pandemia. São Paulo tem o metro quadrado mais caro do país, e, ao mesmo tempo, é escandaloso abrir o jornal e ler que um jovem no Capão Redondo tem 50% de chance a mais de morrer pelo coronavírus do que um jovem no Morumbi ou em outros bairros ricos.

Pablito também denunciou os candidatos da extrema-direita e direita de São Paulo que, cada uma à sua maneira, defendem os interesses dos empresários e banqueiros. Covas, Russomanno, Hasselmann, Arthur do Val por um lado, e o PT do outro:

São pouquíssimos capitalistas os que controlam a maior parte da riqueza. Mais de 260 mil imóveis estão vagos numa cidade como a nossa. Enquanto isso, governadores como Doria vivem numa mansão de 50 milhões, e sua esposa, Bia Doria, tem a ousadia de dizer que os moradores de rua escolhem viver na rua porque gostam. Enquanto isso, tivemos a morte de 5 moradores de rua nos últimos dias por conta do frio. Na verdade, isso é por conta da especulação imobiliária.

Pablito alertou para outras alternativas que tentam dar um verniz "humano" para uma cidade desigual: Jilmar Tatto, que é uma figura do PT, partido que como vimos, com a gestão do Haddad, privatizou e entregou a cidade às custas de nossos salários. Tudo em prol de manter a lei de responsabilidade fiscal.

Marcello Pablito terminou explicando os objetivos da Bancada revolucionária, a serviço das lutas dos trabalhadores: Estamos apresentamos como a nossa bancada propostas de leis que exijam proibição das demissões; efetivação dos terceirizados; a igualdade salarial entre negros e brancos; municipalização das empresas que fecham e ameaçam demitir, sob controle dos trabalhadores; contratação de trabalhadores da saúde em caráter de emergencial; reconversão da indústria para produzir para as suprir as necessidades da maioria da população e não do lucro. Cada uma destas propostas, nós vamos ter que impor com nossa força e nossa organização.

Pablito segue: Nossa bancada não é para fazer promessas, é uma bancada para que qualquer trabalhador possa olhar e falar: aqui tem uma bancada revolucionária que vai impulsionar a luta dos trabalhadores.




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