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Violência Policial

No Chile, querem prender jovem que foi arremessado de uma ponte pela polícia

Carabineros, a polícia no Chile, confirmou nesta terça-feira que o jovem que empurraram da ponte Pio Nono de Santiago na sexta-feira teria sido preso preventivamente.

sexta-feira 9 de outubro| Edição do dia

A imagem do jovem de 16 anos que foi empurrado por um policial chileno no rio Mapocho no centro de Santiago na sexta-feira passada gerou indignação a nível mundial. Isto fez com que a reação imediata do governo de Piñera, do chefe dos "carabineros" e da mídia, que em um primeiro momento negou o acontecido e disse que o jovem “caiu sozinho”, passasse para recorrer à declaração de detenção preventiva do policial envolvido.

Entretanto, assim que a prisão do policial foi conhecida, uma campanha foi iniciada para demonizar o jovem manifestante, alegando que ele seria responsável por danos e ataques e, por esse motivo suposto, a polícia anunciou seu “status de detenção” nesta terça-feira.

Foi assim que o diretor nacional da Ordem e Segurança dos carabineros afirmou que o jovem que foi empurrado ao rio Mapocho se encontrava detido por “desordem na via pública”.

“Há uma parte que está nas mãos da promotora que vai resolver, há uma parte onde ele está como detento”, disse Ricardo Yánez, general dos carabineros. Ainda tentando justificar a tentativa de assassinato, afirmou que o jovem estaria fazendo “desordens”, como se isso fosse um motivo para atirá-lo de uma ponte de 7 metros de altura.

Esta reação faz parte da estratégia da polícia e do governo de Piñera para não só proteger os carabineros frente a essa tentativa de assassinato, como também para criminalizar o protesto e fazer da vítima o agressor.

Dauno Tótoro, dirigente do Partido de Trabalhadores Revolucionários do Chile, também processado pelo governo durante a rebelião popular de outubro de 2019, repudiou essa tentativa dos carabineros de prender o jovem atirado no rio Mapocho.




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