Internacional

Chile: "Não caiu, o jogaram": Manifestações em repúdio a tentativa de assassinato de um jovem por carabineiros

A brutal repressão de Carabineiros e a responsabilidade de quem dá as ordens mobilizaram a milhares de manifestantes ao longo do país no último sábado.

segunda-feira 5 de outubro| Edição do dia

"Não caiu, o jogaram" foi a frase que ecoou no último sábado na emblemática Praça Dignidade em Santiago. Mais do que nunca se faz necessária a dissolução da polícia e exigir a renúncia de Piñera mediante a mobilização e unidade das e dos trabalhadores, para acabar com os crimes dos assassinos que jogaram a um jovem de 16 anos da ponte Pío Nono em Santiago.

A ação criminosa dos Carabineiros frente a Anthony Alexis Araya, jovem de 16 anos empurrado por um policial em plena ponte Pío Nono na capital chilena, gerou umasérie de manifestações em nível nacional.

A praça da Dignidade, em Santiago, populações como Miramar, a Cachimba del Agua e Bonilla em Antofagasta, também em Valparaíso,, foram testemunhas das manifestações que entre repressão e expectativa viram novamente sair a juventude e setores que se mobilizam nas jornadas de outubro.

Em Santiago desde o meio dia de sábado ocorreram manifestações fora da clínica Santa María contra a violência policial enquanto o jovem se recuperava lá dentro. Mais tarde a manifestação se transferiu para a Praça da Revolução, lugar que marcou o início da repressão por parte da polícia.

Com mais de vinte detidos a repressão policial continuou a tarde. Em Antofagasta, a principal praça desde a revolta, se manteve assediada pelo controle policial, isso frente ao chamado à Praça da Revolução o meio da tarde.

Entretanto,, a manifestação se concentrou em povoados, em Miramar se realizou uma concentração contra a repressão policial, impulsionada pelo Comando por uma Assembléia Constituinte Livre e Soberana.

Com corte de ruas, os manifestantes fizeram um chamado a não confiar no trapaceiro processo levado adiante pelo pacto de paz e nova constituição, onde os partidos de sempre impuseram as regras de um jogo que não contempla as demandas da revolta.

A crítica a política da Frente Ampla, de reforma estrutural e indignação pelo Twitter também marcaram a intervenção do comando, finalizando com um chamado a mobilização como uma via pra apresentar uma verdadeira dissolução das forças policiais.

É mais claro que nunca: a paz do pacto, é a dos ricos e empresários em conjunto com todos os partidos dos 30 anos, enquanto que para quem nos mobilizamos e estamos nas ruas só há repressão.

Em Valparaíso desde o Comitê por uma Assembléia Constituinte Livre e Soberana,, realizaram uma concentração em solidariedade com o jovem, atirado no rio Mapocho por carabineiros.

Os manifestantes exigiram a responsabilização e punição não só aos responsáveis, mas sim a toda instituição e a todo o governo, que é o principal gestor desta ação e as diversas violações sistemáticas dos direitos humanos.

Com intervenções artísticas e políticas os manifestantes recuperaram distintos pontos das principais cidades do país.

Finalmente integramos parte do que foi a declaração conjunta do comando p0or uma Assembléia Constitu8inte Livre e Soberana:

"Esta atuação dos carabineiros do Chile marca a política do governo de Piñera de criminalização, repressão e assassinato de manifestantes e Carabineiros, Mario Rozas, Víctor Pérez e Sebástian Piñera são os responsáveis!

Diante disso fazemos um chamado a CUT, a CONFECH, aos Comandos do Aprovo do Partido Comunista e a Frente Ampla todas as organizações sociais feministas, de dissidência e povos originários do país a convocar unidos uma mobilização nas ruas exigindo justiça, a imediata renúncia de Rozas, Pérez e Piñera e que todos os responsáveis políticos e materiais paguem.

Somos milhões quem estamos pelo Aprovo: é o momento de voltar a demonstrar nossa força nas ruas, ou do contrário9 seguirão havendo mais companheiras e companheiros feridos. De nada ser e só twittar Força Rozas cada vez que há um fato aberrante de repressão. Não basta convocar ações dispersas que são facilmente reprimidas e não mostram a verdadeira força que temos".




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