Educação

REABERTURA INSEGURA DAS ESCOLAS EM SP

"Não é seguro aula presencial agora e a culpa é de Doria e Rossieli" prof. Marcella Campos

Veja declaração da professora estadual Marcella Campos, do Movimento Nossa Classe Educação e do Pão e Rosas, sobre a imposição de Doria e Rossieli novamente para o retorno inseguro das aulas presenciais, ainda mais nesse momento crítico da pandemia.

segunda-feira 12 de abril| Edição do dia

“Mais uma vez João Doria (PSDB) e o seu secretário da educação, Rossieli Soares, mostram de fato que não se importam em nada com as nossas vidas. O Doria usou dessa pandemia para fazer política desde o início. Enquanto ele discursa o seu programa totalmente insuficiente para o combate à pandemia, mantém toda a população, principalmente os mais pobres e vulneráveis, em total exposição diária para garantir a exploração de todos os trabalhadores e garantir o lucro dos empresários.

Assim como Bolsonaro e todo desse regime golpista, Doria é responsável por todas as mortes no estado de São Paulo e também, junto com Rossieli são responsáveis pela morte de cada trabalhador da educação, aluno ou familiares. O estado chegou a mais de 82 mil mortes, chegando ao ponto de que as vans escolares, que transportavam as nossas crianças e a nossa juventude, hoje estão carregando corpos de vítimasdo descaso desse governo golpista.

E em meio a isso, Doria e Rossieli querem o retorno sim das aulas presenciais. E pior, Rossieli ainda declarou que nunca deveria ter fechado as escolas. Falam de estudos em que a reabertura das escolas não afetou a rápida contaminação, mas o que vemos na realidade é totalmente o contrário. Fora que este ano, quando impuseram um retorno completamente inseguro, com escolas até mesmo sem água ou com apenas uma funcionária da limpeza para dar conta de escolas enormes, sofremos dia a dia com a quantidade de colegas nossos que se foram ou seguem internados, enquanto Doria e Rossieli garantem o lucro para os empresários da rede privada e outros que precisam da garantia das escolas abertas para poder explorar ainda mais os pais dos nossos alunos.

Veja aqui: Profa. Marcella do Nossa Classe Educação denuncia sobre condições das escolas estaduais.

Eles fazem demagogia que se importam com a educação ou com a saúde psicológica dos alunos. Mas nós que estamos sempre ao lado deles sabemos o quanto a educação, nossas escolas e nós somos atacados exatamente para precarizar não só as nossas vidas, mas principalmente para destruir a possibilidade de qualquer futuro para nossa juventude.

Rossieli usou da morte de Henry - que segundo investigações o vereador bolsonarista Dr. Jairinho do RJ teria sido o autor do crime - para dizer que está preocupado com a vida das crianças. Se ele se preocupasse com a vida das nossas crianças, elas não estariam sem escola, sem comida, com seus pais desempregados, perdendo um teto para morar; fora que sabemos o quanto são insuficientes as medidas de proteção que o estado garante para o cuidado físico, social e psicológico das crianças e dos jovens - pelo contrário, atuam com sua polícia para reprimir a juventude pobre.

Não podemos aceitar essa nova imposição de retorno! Somos nós, da comunidade escolar junto com os trabalhadores da saúde, que devemos decidir quando e como se dará o retorno das aulas presenciais. Isso porque somente nós que podemos buscar saídas efetivas, não estando o lucro de poucos acima das nossas vidas.

A Apeoesp, sindicato dos professores estaduais de SP, ao invés de uma greve de fachada, precisa organizar assembleias e espaços democráticos, construindo desde a base a organização de uma luta real de enfrentamento contra essa nova imposição de Doria e Rossieli. Além disso, é preciso unificar a luta com os professores municipais de São Paulo e outros setores que estão lutando pelo país, mostrando assim a força que a organização dos trabalhadores pode alcançar. Para isso, as centrais sindicais, dirigidas majoritariamente pelo PT (que dirige inclusive a APEOESP) e PCdoB, precisam sair dessa inércia que abre espaço para o governo passar seus ataques, e impulsionar a força dos trabalhadores para garantir vacina para todos e por um plano emergencial contra a crise sanitária e econômica.”




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