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MRT - Eleições 2022 | MES/PSOL aprofunda adaptação ao PT e desiste de candidatura própria no RS

Agora é oficial, o PSOL no Rio Grande do Sul não terá candidatura própria e aprofunda seu curso de guinada à direita e adaptação à conciliação de classes do PT. Nacionalmente o PSOL já vem tomando esse curso ao se aliar com Lula e Alckmin, a diferença é que dessa vez a coordenação desse movimento foi feita pelo próprio MES, corrente do PSOL que até ontem bradava a defesa de uma suposta “independência política" do PSOL.

sexta-feira 29 de julho | Edição do dia

O grupo de Pedro Ruas e Luciana Genro, o MES, aprofundou o seu giro de adaptação ao PT no Rio Grande do Sul. Após meses afirmando que não iria abrir mão de lançar candidatura própria ao governo do Estado, com “orgulho” por não seguir o mesmo rumo de adaptação em outros estados (como São Paulo ou RJ), eles decidiram seguir o caminho dos outros estados e se aliar ao PT – com Pedro Ruas como vice de Edegar Pretto e Roberto Robaina como 1º suplente de Olívio Dutra no senado.

Essa aliança no estado conta com o PT, PSOL, PCdoB e também os partidos burgueses REDE e PV.

Ao invés de apostar na luta de classes para derrotar o bolsonarismo, o golpismo e os ataques no RS - representados por Onyx, Leite e outros – o MES/PSOL aposta suas fichas na política de conciliação de classes representada pelo PT.

A guinada à direita não é de hoje. O MES foi voto fundamental, dentro do partido, para que o PSOL selasse a federação com o partido burguês, REDE Sustentabilidade, que já foi financiado pelo Itaú. Em São Paulo, por exemplo, os votos do PSOL vão ajudar a eleger Marina Silva, que é contra a legalização do aborto e defende pautas neoliberais, como a autonomia do Banco Central. Em estados como o Paraná, o MES vai ajudar a eleger figuras como Mauro Rockenbach, também da REDE, que foi secretário do grotesco governo de Ratinho Jr.

- Assista ao lançamento da pré-candidatura a deputada federal no RS pelo MRT e pelo Polo Socialista e Revolucionário, Valéria Muller

Em maio, em entrevista para a Zero Hora, Ruas afirmou que não abriria mão de candidatura própria e tentou justificar a necessidade do PSOL manter sua candidatura, mesmo com Leite e Onyx à frente. O que mudou de lá pra cá? Ou era só uma forma de valorizar o passe para melhores condições de negociação com a direção do PT?

Fica a questão sobre qual o sentido de existência do PSOL, já que em todos os lugares estão fechando acordos com o PT e partidos burgueses a fim de administrar o que sobrou do golpe de 2016 e o nefasto legado de Bolsonaro. Mais distante do socialismo do que da conciliação de classes.

- Conheça as candidaturas do MRT nas eleições de 2022.

Na contramão dessa guinada à direita do PSOL, que já está afundada em alianças e acordos com o PT e partidos burgueses, com o MES junto com a direção do partido, é preciso apostar numa alternativa política de independência de classe – que aposte na luta de classes para derrotar Bolsonaro, o golpismo e os ataques neoliberais.

Para saber mais sobre nossas posições, leiam o editorial que soltamos recentemente sobre o caminho para derrotar o golpismo de Bolsonaro a nível nacional: Contra o golpismo de Bolsonaro e as reformas: manifestações e greves sem banqueiros e empresários




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