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Greve na rádio Inconfidência | Jornalistas e radialistas da rádio Inconfidência entram em greve

Os trabalhadores da Rádio Inconfidência fazem greve contra o novo Plano de Cargos e Salários que aponta para a terceirização dos empregos. O governador Zema até o momento se manteve intransigente e recusou negociar com os trabalhadores.

domingo 5 de setembro | Edição do dia

Foto SJPMG

Em Minas Gerais, os trabalhadores da rádio Inconfidência, que é propriedade do Estado, entraram em greve contra o novo Plano de Cargos e Salários(PCS). O PCS proposto congela a progressão na carreira dos radialistas, entrega para a iniciativa privada postos de trabalhos, além de estabelecer uma divisão entre concursados e comissionados. Os concursados estão com seus salários congelados há 3 anos, o que foi mantido nesse PCS.

Na prática, a medida aponta para a terceirização dos trabalhadores da rádio, acabando com a carreira de radialistas concursados que têm que entregar suas funções a uma empresa terceirizada.

Enquanto os trabalhadores da Rádio sofrem ataques, o alto comando da empresa recebe aumento. Mesmo com os funcionários sem reajuste desde 2019, a alta hierarquia da rádio aprovou reposições salariais equivalentes a 11 anos. 18 dos trabalhadores do alto escalão recebem 40% dos gastos da folha salarial, escancarando que os planos de terceirização não estão ligados a nenhuma questão financeira, e sim a um plano mais amplo de privatizações e terceirizações.

Mesmo com a mobilização e a greve, o Governo de Zema, que controla a rádio, se recusou a dialogar com os trabalhadores. A falta de diálogo e de transparência, ainda mais no caso de uma emissora pública, mostram a cara do Partido Novo de Zema que, ao buscar a terceirização e a privatização, só precariza mais a vida da classe trabalhadora. A luta e a greve dos trabalhadores apontam o caminho de barrar as medidas autoritárias de precarização, na busca por impor um novo plano de cargos e salários.




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