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Luta de classes | Greve dos terceirizados da limpeza hospitalar no DF arrancam pagamento de salários atrasados

Trabalhadores terceirizados da rede pública de saúde no Distrito Federal, após um dia de paralisação da categoria, arrancaram o pagamento dos salários atrasados desde outubro, mostrando a força e disposição de luta da categoria contra a patronal, como também foi em sua greve no mês de setembro.

Caio Rosa Estudante de Relações Internacionais na UnB

sexta-feira 12 de novembro | Edição do dia

As trabalhadoras e trabalhadores terceirizados da rede pública de saúde do DF realizam paralisação na data de hoje, 12, impondo à Empresa BRA Serviços, contratada do GDF, a pagar os salários atrasados da categoria desde outubro. Esse absurdo estava ocorrendo nos serviços de limpeza e conservação de hospitais públicos, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e postos de saúde de várias cidades do Distrito Federal (DF).

Há anos a Secretaria de Saúde do DF não realiza edital de licitação, preferindo manter contratos de prestação dos serviços via apresentação de nota fiscal, após os serviços realizados. Isso gera apenas insegurança e constantes atrasos salariais, beneficiando a patronal e deixando as trabalhadoras e trabalhadores com risco de passar fome junto com suas famílias, mesmo sendo linha de frente durante toda a pandemia, com o desemprego e a inflação altíssima. Mais uma prova de que o GDF de Ibaneis se importa mais com os lucros dos patrões do que com a vida e o salário das e dos trabalhadores que arriscam a vida para que o povo tenha saúde digna.

Essa paralisação é uma grande demonstração de força e disposição de luta da categoria, a mesma que realizou uma forte greve com 800 trabalhadores parados no mês de setembro também contra o atraso de salários. Nessa ocasião, o Coletivo Faísca junto com estudantes do Serviço Social da UnB impulsionou uma campanha de fotos em apoio à exemplar luta da categoria.

Os recorrentes atrasos de salários, a precarização do trabalho, a fome e o desemprego são a realidade de uma esmagadora maioria da classe trabalhadora e do povo pobre brasileiro, fruto dos ataques de Bolsonaro, dos militares e de todo o conjunto desse regime político podre, como o multimilionário Ibaneis. Nesse sentido, a greve dos terceirizados mostra o caminho, de que para derrotar os ataques é preciso lutar! Está na hora das centrais sindicais unificarem a luta dos vigilantes em greve desde quarta e das povos indígenas no acampamento Levante pela Democracia e organizarem um plano de lutas nacionais contra Bolsonaro, Mourão e todos os ataques, levantando, inclusive, demandas necessárias como a efetivação de todos os terceirizados sem, necessidade de concurso público, bem como a repartição das horas e postos de trabalho entre empregados e desempregados, com reajuste salarial de acordo com a inflação.




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