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Nessa quinta | FIESP divulga, enfim, o manifesto que defende harmonia entre os três poderes

O Manifesto encabeçado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo defende harmonia entre os três poderes e critica tensão entre as autoridades públicas. Texto pode ser lido na íntegra ao final.

sexta-feira 10 de setembro | Edição do dia

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) publicou nesta quinta-feira (9) o manifesto intitulado "A Praça é dos Três Poderes", em que há uma defesa da harmonia entre os três poderes no país.

O manifesto defende a independência e a harmonia entre o Legislativo, Executivo e Judiciário, que por regra seria necessária, retomando a Constituição Brasileira de 1988. Expressa também que as entidades que assinam o manifesto têm preocupações relacionadas à escalada de tensão entre as autoridades públicas.

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Outro elemento de destaque é a não adesão ao documento por parte da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), após a tensão gerada pelas ameaças do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal de deixar a federação por conta de críticas veladas ao presidente Jair Bolsonaro presentes no manifesto.

O manifesto é divulgado no mesmo dia em que Bolsonaro faz um recuo e divulga carta, escrita por Temer, pedindo harmonia também entre os três poderes. As movimentações em curso servem para tentar conferir estabilidade a um regime decrépito com o objetivo de seguir os ataques contra a população.

A FIESP, diga-se de passagem, sempre cumpriu um papel de apoio aos golpes no Brasil, em 1964 e também em 2016, e representa parcela do grande empresariado nacional que deseja tirar o couro dos trabalhadores a fim de ampliar seus lucros. Bolsonaro, FIESP, STF, Congresso, apesar das rusgas, estão unidos para aprovar medidas neoliberais contra a maioria da população.

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Leia a abaixo a íntegra do manifesto "A Praça é dos Três Poderes":

"A praça dos Três Poderes encarna a representação arquitetônica da independência e harmonia entre o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, essência da República. Esse espaço foi construído formando um triângulo equilátero, cujos vértices são os edifícios-sede de cada um dos poderes.
Esta disposição deixa claro que nenhum dos prédios é superior em importância, nenhum invade o limite dos outros, um não pode prescindir dos demais. Em resumo, a harmonia tem de ser a regra entre eles.
Este princípio está presente de forma clara na Constituição Federal, pilar do ordenamento jurídico do país. Diante disso, é primordial que todos os ocupantes de cargos relevantes da República sigam o que a Constituição nos impõe.

As entidades da sociedade civil que assinam este manifesto veem com grande preocupação a escalada de tensões e hostilidades entre as autoridades públicas. O momento exige de todos serenidade, diálogo, pacificação política, estabilidade institucional e, sobretudo, foco em ações e medidas urgentes e necessárias para que o Brasil supere a pandemia, volte a crescer, a gerar empregos e assim possa reduzir as carências sociais que atingem amplos segmentos da população.

Mais do que nunca, o momento exige do Legislativo, do Executivo e do Judiciário aproximação e cooperação. Que cada um atue com responsabilidade nos limites de sua competência, obedecidos os preceitos estabelecidos em nossa Carta Magna. Este é o anseio da Nação brasileira."




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