Política

Desoneração da folha de pagamento: Bolsonaro veta medida, mas base do governo derruba o veto

Nessa quarta-feira a própria base do governo na câmara dos deputados derrubou veto de Bolsonaro a desoneração da folha de pagamento. O presidente vetou a proposta anteriormente, orientado por Guedes que defende desoneração ampla e novo imposto para que a população arque com os custos da medida

quarta-feira 4 de novembro| Edição do dia

Foto: reprodução

A desoneração da folha de pagamento manteria o benefício até 2021 a grandes empresas de 17 setores da economia. A medida ainda deve ser apreciada pelo senado hoje. Na prática, a medida visa diminuir os montantes destinados a previdência social pagos pelas empresas. Os setores abrangidos pela medida podem optar por destinar ou 20% da folha de pagamento ou de 1% a 4,5% do rendimento bruto.

Defendida, entre outros, por Orlando Silva do PcdoB, a medida significa a manutenção desse roubo aos trabalhadores pois valores que deveriam ser destinados para a previdência, ficariam nas mãos dos empresários capitalistas sem nenhuma contra partida já que as grandes empresas beneficiadas são as que mais têm demitido apesar do benefício concedido pelo governo.

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Paulo Guedes, que chamou os valores destinados a previdência de “o mais cruel dos impostos” - com o argumento de que a desoneração poderia ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal e abrir caminho para um impeachment por quebra por parte do governo à essa lei - defende a criação de um “imposto digital” que recairia sobre movimentações financeiras ligadas ao comércio digital.

O governo desoneraria todos os empregadores, não somente de 17 setores, e passaria a conta para o consumidor que iria bancar a medida pagando impostos em cada compra feita por meios eletrônicos. Um duplo roubo, por um lado tira da previdência do trabalhador, por outro tira da população da “terceira ou quarta maior economia digital do mundo” nas palavras do próprio Guedes.

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