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Orgulho LGBTQI+ | "Criei uma pessoa super maravilhosa, não deixou de ser meu filho pela opção sexual dele”, relata trabalhador da USP

"Acho que todo mundo tem que ser feliz da maneira que seja", afirma trabalhador da USP, da Faculdade de Odontologia, relatando como foi a aceitação da opção sexual de seu filho. Neste dia do orgulho LGBTQI+, histórias como esta dão esperanças de como é possível construirmos um mundo sem opressões.

segunda-feira 28 de junho | Edição do dia

Meu nome é Rildo, sou trabalhador da USP, da Faculdade de Odontologia. Estou fazendo esse relato referente a luta dos LGBTQI+. Eu estou fazendo esse relato também porque eu sou pai do Felipe, que hoje é casado, bem casado, tem o companheiro dele, tem a vida dele, não dá trabalho pra ninguém, não dá trabalho pra mim, não dá trabalho pra sociedade, vive a vida dele feliz, como todo mundo tem que ser.

E esse relato que vou fazer é sobre isso, porque é uma experiência que hoje a sociedade ainda não entende bem, e a princípio, no começo, eu também fui muito relutante com isso, aceitava e ao mesmo tempo não aceitava, porque até então não havia um diálogo direto sobre isso e me pegou meio de surpresa. Mas aos poucos eu fui entendendo que a felicidade de cada um depende de cada um, não das outras pessoas e nem da sociedade. Que a sociedade às vezes quer enxergar alguma coisa, e nós mesmos às vezes queremos enxergar alguma coisa na sociedade, que tem que ser assim, que tem que ser assado, e não é verdade isso.

Hoje eu vejo com outros olhos, acho que todo mundo tem que ser feliz da maneira que seja. E é isso, ele não é um monstro, eu não criei um monstro, pelo contrário criei uma pessoa super maravilhosa, super gente boa, não deixou de ser meu filho pela opção sexual dele e se a minha filha tivesse a mesma maneira eu aceitaria hoje de boa, porque a gente tem que abrir a mente para essas questões e não ficar debatendo ou influenciando violência ou fazendo chacotas, nem com isso nem com qualquer outra situação.

Então eu tive essa experiência, não vou dizer pras pessoas que é fácil, mas acho que temos que entender hoje que as pessoas têm as suas vidas, e isso não depende de nós, depende das pessoas. Então que a pessoa seja feliz, pois são pessoas que não atrapalham a vida de ninguém, elas vivem a vida normal como todas as outras pessoas, a única diferença que existe é uma opção sexual, que isso não cabe a nós julgarmos. Então um abraço a todos aí na luta, a todo o pessoal LGBTQI+. Hoje eu posso dizer que sou um simpatizante da causa. Tenho vários amigos, tanto homens como mulheres, e suas opções sexuais nunca atrapalharam nossa amizade, pelo contrário, eu só tenho a agradecer pela amizade de todos eles. Um abraço e sigam firmes no orgulho e na luta que é isso mesmo que tem que ser, independente de qualquer coisa. E não à violência, não ao machismo, não à homofobia, à nada que leve o terrorismo pras pessoas. Um abraço e vamos que vamos com tudo, empenhados nessa luta!!




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