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Faísca Revolucionária UFMG | Contra a PEC 206, o bolsonarismo e por justiça para Genivaldo: todes à Assembleia da UFMG!

Precisamos nos organizar para derrotar Bolsonaro e a extrema direita, barrar a PEC 206, os cortes e fazer justiça para Genivaldo com nossa luta. O DCE da UFMG precisa construir fortemente a Assembleia do dia 31/05, já nesta terça-feira, assim como as demais entidades estudantis e coletivos de estudantes da UFMG.

sábado 28 de maio | Edição do dia

Com uma Assembleia Geral des Estudantes da UFMG já convocada para a próxima terça, dia 31, às 17h na Praça de Serviços, fomos confrontades essa semana com ataques que nos embrulham o estômago e enchem de ódio. É no Brasil de Bolsonaro e da extrema direita no poder, aumentando sua retórica golpista frente às eleições de 2022, que a base bolsonarista se sente fortalecida para repetir métodos nazistas. A Polícia Rodoviária Federal de Sergipe assassinou Genivaldo, um trabalhador negro, em uma câmara de gás improvisada, ironizando os pedidos de socorro de seu sobrinho enquanto ele agonizava. Em Belo Horizonte será convocado uma ato em repúdio ao assassinato do Genivaldo dia 30/05 (segunda-feira), às 17h na Praça 7, ao que convidamos todes estudantes a participarem.

Também nesta semana, o BOPE do governo bolsonarista de Cláudio Castro (PL), governador do RJ, junto a PRF de Bolsonaro no estado, protagonizaram uma chacina desumana que já contabiliza 27 mortos. Essa é a campanha eleitoral da extrema direita, que é sustentada pelos militares e pelo agronegócio responsável por mortes como a do jovem indígena Guarani Kaiowá, Alex Recarte Vasques Lopes, de 18 anos, assassinado por fazendeiros no MS; e apoiada por setores que perseguem armados pessoas trans como em Belo Horizonte , ou atacam o movimento estudantil e nossas entidades estudantis como na Unicamp e na UFRN.

Ao mesmo tempo, enquanto os militares fazem projeto pelo fim do SUS e da universidade pública até 2035, Kim Kataguir (União Brasil), que defende o fim das cotas raciais, do mesmo MBL que atacou as lutas estudantis contra os cortes de verbas nas universidades em todos os últimos anos, tem a coragem de ser relator de projeto que propõe, junto ao centrão e toda direita, a cobrança de mensalidade nas universidades públicas com a PEC 206. Eles deveriam lavar a boca antes de se fingirem preocupados com es estudantes pobres! Essa direita odeia es estudantes pobres, negres, LGBTQIA+, trabalhadores. O PT e o PCdoB não apenas se conciliam com essa direita inimiga, como tiveram alguns de seus parlamentares assinando esse projeto que se apoia na precarização das universidades públicas com vistas à sua privatização. E na noite dessa sexta-feira, Bolsonaro anunciou mais um novo corte bilionário na educação, em nome de cumprir o teto de gastos.

Essa situação não está desligada de um panorama nacional em que existem embates entre forças autoritárias do regime político no Brasil. Os militares, que deveriam ser enterrados na lata de lixo da história junto aos porões da ditadura, alimentam uma retórica golpista como parte de continuarem sendo um ator político no regime, independente de quem ganhar as eleições, o que não podemos aceitar. O STF, por outro lado, se unifica ao governo Bolsonaro e militares, assim como com o Congresso, quando se trata de atacar os nossos direitos. Recentemente, por exemplo, o STF suspendeu a conquista da forte greve da educação estadual de Minas Gerais pelo piso salarial, e se colocou ao lado do melhor amigo das mineradores e da FIEMG, o bolsonarista enrustido Romeu Zema (Novo).

Esses motivos já são suficientes para construir e participar ativamente da nossa Assembleia de Estudantes na UFMG. A eles se soma a situação des estudantes, trabalhadores e professores que, no primeiro semestre presencial após dois anos de pandemia, sofrem com todos os problemas acumulados nos últimos anos. Encontramos mais cobrança e produtivismo, ataques da Reitoria e das diretorias aos vendedores ambulantes e aos espaços físicos das entidades estudantis, falta de contratações nos bandejões, cantinas fechadas, a continuidade do trabalho terceirizado racista, sobrecarga de professores, de técnicos, na limpeza e serviços gerais, além da proibição das nossas festas. Isso só mostra que o movimento estudantil precisa retomar seus métodos históricos para fazer des estudantes junto à classe trabalhadora os sujeitos de nossas pautas, sem confiança na Reitoria.

Nesse sentido, a Assembleia deve ser fortemente construída para ser um espaço de auto-organização, porque é fundamental debatermos como nos organizar e lutar. Como por exemplo, o chamado aprovado na assembleia dês estudantes de filosofia para que nosso DCE e a Assembleia dês estudantes da UFMG faça um chamado para que a União Nacional dos Estudantes (UNE) faça do dia 9 de junho, convocado como um dia de mobilização nacional da educação, um dia de fortíssima paralisação em todas as universidades do país, e que em nossas bandeiras esteja o grito de justiça por Genivaldo lado a lado da defesa da educação pública e do combate ao bolsonarismo e à extrema direita.

A UNE, dirigida pelo PCdoB e pelo PT, que chamou a que marchássemos ao lado do MBL no ano passado, quer passar impune perante os estudantes pela sua paralisia eleitoralista e por isso convoca, de forma protocolar, mais um “dia de mobilização”, mas que só pode ser real caso ês estudantes se mobilizem e por isso as assembleias e espaços de auto-organizaçao desde a base são fundamentais. Por isso chamamos os demais setores da oposição de esquerda, como os coletivos Afronte, Correnteza, MUP, Vamos à Luta, Rebeldia e Juntos, que são parte do movimento estudantil da UFMG hoje, a combater a paralisia da direção burocrática da UNE e a dar exemplos nas entidades estudantis que dirigem na UFMG.

O Afronte, na direção do DCE da UFMG, tem feito o contrário disso. Essa Assembleia foi convocada graças à pressão de setores do movimento estudantil que não aceitaram que es estudantes da UFMG seguissem sem ter um espaço democrático de discussão, enquanto a gestão do Afronte coloca todos os seus esforços para construir a campanha Lula-Alckmin. Não é com confiança nas eleições e em um projeto de conciliação com a direita, não só com Alckmin (PSB), mas também com Kalil (PSD) em MG, que vamos conseguir derrotar cada um desses ataques. Pelo contrário, esse projeto pretende governar o país administrando a obra econômica nefasta do golpe institucional de 2016, que inclui por exemplo o teto de gastos e as reformas da previdência e trabalhista, que descarregam a crise capitalista em nossas costas. Não é com essa linha política que faremos a extrema direita “recuar de ré”, como fez a população com um carro de polícia em uma manifestação por justiça para Genivaldo em Sergipe.

Para enfrentar e fazer tremer Bolsonaro, Mourão, os militares, as polícias e cada bolsonarista duro que se sente no direito de atacar nossas entidades estudantis, nossa liberdade de gênero e sexualidade, nosso orgulho negro e nossas posições políticas, temos que parar os locais de trabalho e estudo e tomar as ruas, carregando em nossas bandeiras as pautas que nos dizem respeito sem nenhuma conciliação, pois é a extrema direita, a direita e os capitalistas que têm que recuar.

Justiça por Genivaldo! Pelo fim das “operações” policiais nas favelas, que são chacinas do Estado capitalista! Abaixo a PEC 206! Revogação do teto de gastos e da reforma trabalhista! Por universidades públicas, gratuitas e a serviço dos trabalhadores e do povo! Por permanência plena para todes! Em defesa dos espaços estudantis e das nossas entidades! Em defesa dês vendedores ambulantes e contra a precarização do trabalho dentro e fora das universidades! Pela liberdade de organização estudantil de seus próprios espaços de convivência!

Essas são apenas algumas das bandeiras que levantamos desde a Faísca Revolucionária , e queremos discutir com es estudantes antes, durante e depois da Assembleia da próxima terça a nossa perspectiva para fortalecer a luta contra o bolsonarismo, as instituições desse regime do golpe institucional e esse sistema que só nos reserva miséria e exploração, perspectiva que também apresentamos nas entidades estudantis que construímos em todo o país e na construção do Polo Socialista e Revolucionário.

Nos inspiramos na juventude que em todo mundo se levanta contra as misérias desse sistema capitalista, como a geração U nos Estados Unidos, uma geração que tem na sua linha de frente mulheres e pessoas não binárias que protagonizaram a luta antirracista por justiça para George Floyd, que hoje se enfrenta contra o retrocesso histórico que os trumpistas e a Suprema Corte querem impor retirarando o direito ao aborto legal, ao mesmo tempo que fundam sindicatos contra bilionários patrões exploradores como Jeff Bezzos da Amazon.

Esse é o chamado que fazemos a todes, para batalharmos juntes por essas ideias!




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