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CPI da Covid | Confira como foi o depoimento do empresário bolsonarista Otávio Fakhoury à CPI da Covid

Além de questionar o uso de máscaras e a eficácia da vacina, o empresário afirmou ter financiado material de campanha para Bolsonaro em 2018, além ter admitido ser vice-presidente de instituto que vem sendo alvo de investigações por tentar intermediar negociações por vacinas para covid-19.

quinta-feira 30 de setembro | Edição do dia

IMAGEM: LEOPOLDO SILVA/AGÊNCIA SENADO

Nesta quinta-feira (30), o empresário bolsonarista Otávio Fakhoury depôs na CPI da Covid, devido a suspeitas do mesmo ter financiado, assim como outros empresários, a propagação de fake news durante a pandemia. O mesmo também vem sendo investigado por um inquérito Fake News, no Supremo Tribunal Federal, devido aos últimos atos antidemocráticos dos bolsonaristas.

Além de ser um apoiador declarado de Bolsonaro, Fakhoury foi um dos fundadores da Aliança pelo Brasil, que foi uma tentativa do presidente de se ter uma legenda própria após sua saída conturbada do PSL em 2019, o que o torna um aliado, sobretudo programático do presidente.

Em seu depoimento, Fakhoury defendeu abertamente a política negacionista de Bolsonaro, ao defender a tese da imunidade de rebanho, criticar o uso de máscaras, dizendo que elas só teriam eficácia para portadores da covid-19, assim como as vacinas, declarando que ainda não se vacinou por uma posição pessoal, ao achar que correria o risco de contrair do coronavírus.

Em outro ponto de seu depoimento, o empresário negou sua relação com o presidente, assim como qualquer influência na disseminação de fake news, ao mesmo tempo que fora questionado sua ligação com um de seus filhos, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), já que na investigação do Inquérito da Fake News, foram obtidas informações que indicavam uma tentativa dos dois formarem uma rádio juntos.

Neste caso, Fakhoury colocou que tinha buscado Eduardo para se ter “sugestões” de rádios que poderiam ser negociadas para o intuito de uma rádio do empresário, assim como ter buscado informações sobre crédito do BNDES, ainda que tenha negado qualquer tentativa de utilizá-lo em algum empreendimento.

Ainda que o mesmo procurasse se distanciar de qualquer relação mais profunda com o Bolsonaro, o empresário também admitiu que tinha financiado a produção de material de campanha do presidente em 2018. Tal informação, inclusive veio por conta das investigações do próprio Inquérito da Fake News, onde se viu que o mesmo tenha tido notas fiscais relativos a gastos numa gráfica para um material de campanha.

Por fim, Fakhoury também admitiu ter financiado o Instituto Força Brasil, que também vem sendo analisado pela comissão, pela tentativa de intermediar a compra e venda de vacinas para Covid-19. Ainda que o empresário seja o vice-presidente do instituto, o mesmo disse que trata-se apenas de um cargo “simbólico” não envolvido em questões comerciais do órgão.

Enquanto, a CPI segue atingindo o governo, a partir dos asseclas em seus distintos níveis, ambos direcionam seu cinismo e desculpas esfarrapadas ao vento, no marco que as condições de saúde e em diversas outras áreas se degradam a cada dia, sobretudo em meio a inúmeros ataques que vem sendo propagados tanto pelo bolsonarismo como também pelos golpistas reunidos na comissão.

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