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Saúde Mental | Com precarização das condições de vida, 22% dos jovens do Brasil sentem-se deprimidos

Dados são do relatório "Situação Mundial da Infância 2021 - Na minha mente: promovendo, protegendo e cuidando da saúde mental das crianças", elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e divulgado preliminarmente nesta segunda (4/10).

terça-feira 5 de outubro | Edição do dia

(Foto: CNBB)

O estudo entrevistou 21 mil jovens de 15 a 24 anos em 21 países. No Brasil, 22% dos entrevistados relataram que se sentem, muitas vezes, deprimidos ou sem interesse. Dessa maneira, o país está acima da média de 19% apontada para o conjuntos dos países, e está em oitavo no ranking. O país onde mais jovens se sentiam deprimidos foi Camarões, onde 32% dos entrevistados relataram esta condição.

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Ainda segundo o relatório, um sétimo dos adolescentes de 10 a 19 anos já foram diagnosticados com algum transtorno relacionado a saúde mental. A cada ano, 46 mil jovens cometem suicídio. Apesar disso, apenas 2% dos orçamentos de saúde são direcionados para a saúde mental, a nível global.

O alto índice de transtornos como depressão e ansiedade entre os jovens brasileiros é diretamente ligado a precarização do trabalho, que torna a estabilidade financeira um sonho distante para muitos, a falta de vagas nas universidades, bem como a falta de políticas de permanência para os que entram, e a falta de empregos para os que se formam. Questões que estão sendo aprofundadas pelo projeto de profundos ataques aos direitos dos trabalhadores que vem sendo implementado, especialmente desde o golpe de 2016.

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Com informações da Agência Brasil.




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