Política

ELEIÇÕES VITÓRIA 2020

Candidato a 2º turno no ES, Delegado Pazolini é algoz da população LGBT e seus direitos

Através desse candidato, a direita quer aprofundar ainda mais a submissão dos setores oprimidos, tendo os LGBTs como alvo certeiro de opressão para aprofundar a exploração de classe no Espírito Santo.

sexta-feira 20 de novembro| Edição do dia

Imagem: ES Hoje

Nestas eleições municipais, a ANAJUDH-LGBTI, uma associação que congrega juristas pela defesa dos direitos humanos LGBTI+, decidiu medir o comprometimento das candidaturas a prefeitura de todas as capitais do país com as pautas relevantes para este público.

Foi enviado aos e-mails oficiais das candidaturas um formulário com 12 questões curtas e objetivas, compostas por 3 alternativas de múltipla escolha e no final do questionário foi aberto um espaço opcional para comentários e apresentação de compromissos e propostas.

O delegado Lorenzo Pazolini, reacionário e representante do braço armado do Estado e da militarização da política no ES, que está disputando o 2º turno para a prefeitura de Vitória, respondeu o formulário, tendo um posicionamento contrário à criminalização da LGBTfobia e se mostrou a favor de que perspectivas religiosas influenciem políticas públicas e legislações voltadas à população LGBTI. Também é contra a possibilidade de casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças e adolescentes por casais homossexuais. Sua eleição significará um endurecimento na política de repressão de estado e leniência com os casos de homofobia.

Porém, as posições conservadoras e reacionárias de Pazolini não surpreendem, vindo de um partido como o Republicanos, partido da Igreja Universal e de Crivella. Além disso, se posicionou contrário sobre a possibilidade de alteração de registro civil por pessoas trans e afirmou que caso eleito não apoiará eventos ligados à população LGBTI, como a parada do orgulho, marchas contra a discriminação e festivais de arte e cultura LGBTI.

Apesar de ter sido membro efetivo da Comissão de Defesa da Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa e colaborado na criação do Plano Estadual LGBT+, se eleito Pazolini não se compromete a instituir políticas de saúde para mulheres lésbicas e é contra as ações afirmativas para pessoas trans, deixando esses setores a mingua de suas necessidades específicas, tanto na saúde quanto na inclusão no serviço público. Também é contrário à abordagem de temáticas de direitos humanos LGBTI em sala de aula e contra à doação de sangue por mulheres trans e homens gays e bissexuais. O delegado defende com isso a perpetuação de concepções heteronormativas que rejeitam o ensino do respeito a diferença nas escolas, assim como a discriminação na hora de doar sangue.

Quando questionado sobre essas temáticas, Pazolini apresentou um programa destinados às “minorias”, mas esse programa também não menciona em nenhum momento a comunidade LGBT, apenas promete “criar uma cidade mais humana, acessível, solidária e participativa”. Além disso, no plano de governo de Pazolini não consta nada sobre “racismo”, “LGBT” ou “igualdade racial”, temas centrais para se discutir na cidade de Vitória, tendo em vista que o Espírito Santo é o estado da Região Sudeste que mais mata LGBT’s e que de janeiro de 2019 até junho de 2020 foram registradas no estado 141 ocorrências pelo crime de racismo.




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