Política

MILITARES NA POLÍTICA

Candidata do PT em Salvador quer aproximar esquerda da polícia e dos militares

No segundo estado brasileiro que mais mata em operações policiais, Major Denice, que faz parte da Polícia Militar da Bahia há 30 anos e agora é candidata à Prefeitura de Salvador pelo PT, disse em sabatina que não há antagonismo entre militarismo e políticas de esquerda.

quinta-feira 15 de outubro| Edição do dia

Foto: Shirley Stolze

Candidata à Prefeitura de Salvador pelo PT, a major da Polícia Militar da Bahia e que faz parte da corporação há 30 anos, Denice Santiago, disse em sabatina organizada pela Folha em conjunto com o UOL que "Em algum momento na nossa história alguém disse que o militarismo, as polícias militares estariam afastadas da esquerda. Eu não vejo assim"

A afirmação ocorre no estado, governado pelo também petista Rui Costa, onde são frequentes os assassinatos em operações policiais, sendo o segundo que mais mata, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro.

Leia mais: PM de Rui Costa executa jovem em Salvador. O que as reformas do PT têm a oferecer para a juventude?

Também foi na Bahia que o governador do PT usou a tropa de choque para reprimir trabalhadores e aprovar uma absurda reforma da previdência contra os servidores estaduais. Além de impulsionar a militarização de escolas no estado; no fim de 2019, já eram 83 escolas públicas que haviam sido militarizadas.

O PT tem seguido a direita nesse movimento de militarização da política, ao promover candidatos policiais como suposta resposta ao problema da violência urbana. O PSOL carioca, de forma semelhante, escolheu um coronel da PM como candidato a vice-prefeito.

Leia mais: PT lança major da PM para prefeitura de Salvador, militarizando a política como faz a direita

Ao contrário do que pensa Major Denice, não é possível “inverter este panorama” onde o papel da polícia é de repressão aos trabalhadores, assassinato à juventude negra e proteção dos grandes empresários, sem se enfrentar com o regime golpista e suas instituições.

Leia mais: Erra a esquerda que quer administrar o regime do golpe, em vez de enfrentá-lo




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