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Caixa-preta da Vale: empresa é acusada de calcular possíveis custos com mortes por rompimentos

No caso da barragem de Brumadinho o valor por óbito em um eventual rompimento era de R$ 8,8 milhões por pessoa. Vale mantinha as "top 10" barragens e calculava os custos de sua negligência.

terça-feira 21 de janeiro| Edição do dia

Para chegar à lista das "top 10" barragens em "situação inaceitável de segurança", a Vale fazia cálculos do risco monetizado para cada uma, em relação a "probabilidade de falha e custos se efetivado o rompimento". De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais nesta terça-feira, 21, em tais cálculos havia informações de custo por perda de vida, em média de US$ 2,5 milhões.

"No final do cálculo de risco monetizado o produto era: probabilidade versus custo da ruptura. A partir daí criaram esse ranking top 10 das barragens com risco inaceitável", disse o promotor William Garcia Pinto Coelho.

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No caso da barragem 1 da mina de Córrego do Feijão, que rompeu deixando centenas de mortos em Brumadinho, o valor por óbito em um eventual rompimento era de R$ 8,8 milhões por pessoa. No pior cenário para a barragem a Vale estimou 215 mortes, número altíssimo, mas ainda menor do que o que se configurou, com 270 vítimas fatais.

A conta dos possíveis danos era tão minuciosa que, segundo os promotores, englobava número de pessoas que poderiam ser atingidas, incluindo valores de ventiladores, aspiradores, colchões e carros, com diferenciação de preços por classe A, B, C, D, E.

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A Vale, é responsável também pela tragédia de Mariana, deixando centenas de trabalhadores e moradores desabrigados, e causando um estrago ambiental irreparável. A mineração é uma prática predatória e nas mãos dos capitalistas, causam centenas de mortes e destruição ambiental da fauna e flora, afetando a vida da população de conjunto.Para combater a negligência e irresponsabilidade das grandes mineradoras em relação a vida de seus trabalhadores, das comunidades e do meio ambiente locla é preciso é preciso lutar pela re-estatização da Vale, sob administração operária e controle da população.

Informações de Agência Estado




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