ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO

Brasil cai 5 posições no ranking do IDH mundial no primeiro ano do governo Bolsonaro

O Índice de Desenvolvimento Humano brasileiro ficou 0,765 em 2019, registro maior que o ano anterior, 0,762, mas que expressa a conservação da desigualdade no país

terça-feira 15 de dezembro de 2020| Edição do dia

Em 2019, primeiro ano do governo de extrema direita de Jair Bolsonaro, o Brasil saiu da 79ª posição no ranking mundial do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para a 84ª colocação, entre 189 nações avaliadas.

O IDH é medido pela junção entre os dados de expectativa de vida, escolaridade e renda. O índice do Brasil em 2019 ficou em 0,765, e se comparado ao ano anterior, quando registrou 0,762, observa-se um acréscimo de 0,39%, porém, número ainda insuficiente para que o país ficasse melhor posicionado no ranking mundial, ou mantivesse a posição do ano anterior.

De acordo com relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o lento crescimento no Brasil no IDH expressa desigualdades entre gênero e renda.

A questão de gênero está presente quando o assunto é a desigualdade, pois as mulheres além de ganharem menores salários, muitas vezes precisam realizar duplas ou triplas jornadas de trabalho para garantir sustento da família e o cuidado com a casa e os filhos.

No caso de mulheres negras os dados são ainda mais absurdos, segundo uma pesquisa do Instituto de Ensino e Pesquisa, Insper, os homens brancos com ensino superior têm um salário médio 159% maior do que o das mulheres negras com certificado de ensino superior, o que expressa que o machismo e racismo estruturais estão a serviço de deixar esses setores nos piores postos de trabalho, recebendo os piores salários, para garantir maior lucro aos patrões.

De acordo comdados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 25 de novembro, por meio da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018: Perfil das Despesas no Brasil, também vê-se expresso o racismo estrutural da sociedade na renda da população. As famílias chefiadas por negros no país vivem com praticamente metade do total despendido pelas famílias que têm como referência uma pessoa branca. O fenômeno inclui gastos essenciais, como alimentação, moradia e acesso à saúde.

Toda a situação de desigualdade no país se agrava em uma crise sanitária e econômica, e afeta principalmente os setores mais oprimidos pelo sistema capitalista, mulheres, LGBTs e negros, além da classe trabalhadora de conjunto que agrega todos esses setores.

Somente a unidade entre todos os oprimidos e explorados pode fazer com que haja o fim da desigualdade, e uns parem de ter tanto, no caso os grandes capitalistas, enquanto o restante da população luta pra sobreviver.




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