Sociedade

ASSASSINATOS POLICIAIS

Bolsonaro protege violência policial excluindo dados de violação de direitos humanos

Bolsonaro e a ministra Damares Alves excluíram de relatório anual de violações de direitos humanos as informações sobre a brutalidade com que as policias atuam contra a população, algo que já é bem explicito diante de casos bárbaros como o assassinato de João Pedro, de apenas 14 anos, que foi assassinado em sua casa no Rio.

sábado 13 de junho| Edição do dia

Segundo informações prestadas pela ministra Damares Alves a exclusão de dados que mostram a crescente violência praticada pelas polícias em todo país “não foram divulgados, pois foram identificadas inconsistências em seus registros”. Damares e Bolsonaro pretendem omitir o que vemos claramente em nosso dia a dia: são as polícias as responsáveis pela repressão e assassinato da população mais pobre, em sua grande maioria negros e negras, como foram os casos de João Pedro no RJ e Juan Oliveira em SP que foram mortos em suas casas pelas polícias racistas de Witzel e Doria.

Os dados sobre a violência policial integravam o relatório até 2018 e mostravam um crescimento do número de registros desse tipo de ocorrência. Naquele ano, o balanço apontou 1.637 denúncias de violação de direitos humanos por violência policial, frente a 1.319 em 2017, um aumento de 24% em um ano. Os dados mostram que este aumento da violência policial está relacionado e se apóia no discurso de extrema-direita racista bolsonarista.

O relatório anual sobre violações de direitos humanos do governo é divulgado com base em informações recolhidas pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos por meio do Disque 100, serviço de atendimento telefônico gratuito conhecido como Disque Direitos Humanos. Inclusive devemos nos questionar sobre os dados que são divulgados anualmente, pois os casos de violência que deixam de ser denunciados deixam de constar nesta estatística que sabemos é bem maior.

Bolsonaro e Damares querem esconder dados como os vistos no Rio de Janeiro, onde durante a pandemia, em contraste com a queda nos crimes como homicídios e roubos o número de assassinatos cometidos por agentes públicos aumentou em 43% em relação a maio do ano passado, resultando em 177 assassinatos, considerando o acumulado no quadrimestre foram 606 assassinatos, um crescimento de 8%.

O presidente esconde os dados que mostram esse assassinato em massa para proteger os policiais, enquanto defende ampliar o excludente de ilicitude para legalizar essa brutal violência e isentar qualquer punição contra estes agentes do Estado que servem para proteção da propriedade privada e para repressão dos trabalhadores.

O levante negro que está ocorrendo internacionalmente aponta uma saída para a classe trabalhadora na luta contra o racismo, mas também contra as condições de vida que nos impõe os capitalistas durante a pandemia. No Brasil é necessário desenvolver a auto-organização e a mobilização das e dos trabalhadores, se apoiando na disposição para enfrentar o governo que se expressou nos atos de domingo. Devemos fortalecer uma saída independente que possa lutar pela queda de Bolsonaro, Mourão e os militares sem nenhuma confiança nos nossos inimigos de classe como o congresso e o STF que em nome da democracia seguem atacando nossos direitos, devemos exigir que as direções sindicais da CUT e CTB saiam de sua quarentena e mobilizem os setores organizados de nossa classe junto aos trabalhadores precários contra os ataques das MP’s. Desenvolvendo essa mobilização podemos derrubar o governo Bolsonaro, lutando para impor uma assembleia constituinte livre e soberana que possa questionar não apenas este governo mas avançar para questionar este regime capitalista miserável.




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