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Banco Central | BC mostra submissão ao mercado financeiro e aumenta Selic para 7,75% ao ano

Na reunião do Copom que terminou no inicio da noite desta quarta-feira (27/10), o Banco Central aumentou a taxa básica de juros para 7,75% ao ano, atendendo demandas do mercado financeiro, que quer aumentar seus lucros.

quarta-feira 27 de outubro | Edição do dia

(Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O aumento foi de 1,5 ponto percentual, passando de 6,25% para 7,75% ao ano, sendo o maior aumento em uma reunião do Copom desde 2002. Além disso, foi sinalizado que na próxima reunião, em dezembro, deverá ocorrer um aumento similar, o que faria a Selic fechar 2021 em 9,25%.

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O Banco Central justifica a alta dos juros como uma ferramenta de combate a inflação. No entanto, a alta dos juros é uma reivindicação dos setores do mercado financeiro que recebem R$ 1 trilhão por ano, como pagamento da fraudulenta dívida pública, enquanto a inflação segue em aceleração, dado que não se trata de um sobreaquecimento da demanda que, com o alto desemprego e salários menores, vem em um estado bastante débil.

A pressão por um aumento mais agressivo da Selic se fortaleceu com a demora do governo Bolsonaro para aprovar as reformas, como a Reforma Administrativa, que são na verdade um ataque aos trabalhadores para aumentar os lucros dos capitalistas. A declaração de Guedes de que poderá furar o odioso teto de gastos também fortalece esta demanda. Com o aumento da Selic, a tendência é que os bancos e outras instituições financeiras, em especial, aumentem seus lucros as custas de mais uma pressão depressiva sobre a economia.

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Dessa maneira, os grandes empresários e banqueiros garantem que, independente do que acontecer, eles seguirão lucrando. Por isto, é fundamental que a classe trabalhadora e a juventude apresente uma resposta contra o desemprego, a inflação e os cortes de gastos do governo federal, resposta essa que tem de ser independente da burguesia.

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