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Imortal | Aos 91 anos, Fernanda Montenegro vai ocupar cadeira na Academia Brasileira de Letras

Dona de uma obra incomparável na história de nosso país, nossa querida Fernanda Montenegro será a única candidata à cadeira de número 17 da ABL e vai ocupá-la após eleição em 4 de novembro.

sexta-feira 8 de outubro | Edição do dia

A data limite para novas iscrições na cadeira de número 17 foi encerrada no dia 3 de setembro. Havia um boato de que Antonio Hélio da Silva também disputaria a vaga deixada por Affonso Arinos de Mello Franco, mas apenas Fernanda se manteve na disputa.

A eleição está marcada para o dia 4 de novembro e a atriz precisa obter 17 votos para ser nomeada.

Nomes como Antonio Houaiss e o crítico literário Silvio Romero, fundador da ABL, já empossaram a cadeira.

Do alto de sua nonagenária trajetória, a vida não parece ter limites para Fernanda Montenegro. Além de ter sido a primeira atriz brasileira a ter sido indicada ao Oscar, pela sua belíssima atuação em Central do Brasil, Fernanda já arrematou um Emmy em 2013, por Doce de Mãe, e um Urso de Prata no Festival de Berlim, pelo Central do Brasil.

Um dos maiores crimes cometidos por Hollywood foi ter dado o Oscar a Gwyneth Paltrow, pelo insosso Shakespeare Apaixonado, ao invés de premiar a espetacular interpretação de Dora, em Central do Brasil, naquele ano. Nem Shakespeare teria concordado com isso.

Fãs e admiradores celebraram a entrada de Fernanda na Academia. Nós celebramos sua admirável obra como atriz, apesar de a própria ABL não ter muito a ser admirada. Além de contribuir em praticamente nada com as letras de nosso país, a ABL abriga nomes de relevância nula, ou mesmo negativa, para a última flor do lácio, como o odioso oligarca José Sarney, o reacionário Marco Maciel ou o cirurgião plastico Ivo Pitanguy. Mais um clube de prestígio do que qualquer outra coisa, certamente Fernanda é maior do que boa parte dos ocupantes.


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