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Abono salarial | Agentes escolares de SP decidem paralisar neste dia 18/10, contra mais um ataque de Doria

Durante anos sem reajuste salarial, Doria e Rossieli deixam de fora do abono os agentes de organização escolar estaduais no PL enviado para aprovação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

domingo 17 de outubro | Edição do dia

Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress

João Doria (PSDB) e Rossieli Soares - seu secretário da educação - deixam de fora do PL enviado para aprovação na Alesp o abono salarial para os agentes de organização das escolas estaduais (AOE). Para o governo, os AOEs que trabalham todos os dias no chão da escola, garantindo o funcionamento das unidades escolares, não têm nem reajuste e nem abono! Isso no meio de uma crise que assola todos os trabalhadores no país com mais de 600 mil mortes por covid, 19 milhões na fome, mais de 14 milhões de desempregados e índices recordes de inflação, principalmente no preços dos alimentos. Frente a isso, os AEOs estão se organizando contra esse ataque do governo e realizaram uma paralisação nesta segunda-feira, 18.

Enquanto João Doria ataca os serviços públicos e os servidores com a PLC 26/21, o mesmo declara o pagamento do abono salarial para os professores estaduais como um meio de dividir os trabalhadores da educação e manobrar a falta de reajuste salarial de anos e o ataque que está tentando promover com essa nova reforma administrativa que atingiria todos os servidores estaduais.

Ao mesmo tempo, o governo do estado declarou o retorno 100% presencial obrigatório às aulas, para segunda-feira (18), quando ainda as escolas seguem sem a garantia de condições sanitárias mínimas, com indicação também de paralisação das terceirizadas da limpeza que estão com salários atrasados. Um ataque contínuo contra toda comunidade escolar, com Doria e Rossieli lavando as mãos e descarregando toda a responsabilidade nos trabalhadores da educação e em toda população.

Doria pode fazer a demagogia que for para tentar se alçar como terceira via eleitoral, se colocando a oposição de Bolsonaro e Mourão, mas quando é para atacar a classe trabalhadora e a juventude, segue a mesma linha do governo federal, Congresso e Judiciário, sendo exemplo esses profundos ataques contra a educação pública.

Pode interessar: Greve dos educadores de SP contra o Sampaprev 2: Unidade para barrar os ataques.




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