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Reforma Administrativa em SP | É preciso organizar os professores para derrotar Doria e o PLC 26

Doria tenta passar a Reforma Administrativa contra os servidores e os serviços públicos para a população. Um ato é chamado para hoje (28/09) em frente à Alesp que terá como pauta esse PLC 26. É urgente a necessidade de Assembleias de base e a organização das comunidades escolares para barrar mais esse ataque.

terça-feira 28 de setembro | Edição do dia

Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Sem tramitação em comissões, debates ou audiência pública, o presidente da Alesp - Carlão Pignatari (PSDB) - colocou em pauta na Câmara dos deputados o PLC 26 de Doria (PSDB). Assim como a Reforma Administrativa federal, que está sendo passada por acordos entre governo Bolsonaro e o Congresso para cumprir com os interesses da burguesia, Doria acelera aqui no estado de São Paulo para mostrar serviço, passar por cima dos servidores e aplicar um maior desmonte dos serviços públicos.

Veja também: ED Comenta: Reforma Administrativa.

A APEOESP, como um dos maiores sindicatos da América Latina, precisa ter sua estrutura voltada à organização de professores e educadores por um plano de luta que barre mais esse ataque. Mas para isso acontecer, não basta fazer chamados de atos que não são construídos desde a base e também sem lutar pela reposição dos dias que trabalhadoras e trabalhadores paralisam - que já não tiveram reposição garantida na última paralisação que aconteceu em 18 de agosto - tendo em vista toda crise econômica que assola os lares da nossa classe, com a inflação batendo recordes e salários e direitos sendo degradados.

O ato do dia 21/09, chamado às pressas devido a manobra do governo em passar o PLC direto sem tramitação em comissões, não representou a força que podemos colocar em movimento em unidade entre todos os servidores públicos. É preciso sim chamar assembleias de base, mas com o objetivo da categoria ter um meio para poder se organizar, onde todos tenham o direito de falar e votar, levar suas reflexões construídas em debates nas comunidades escolares, que devem ser ativadas como um corpo auto-organizado contra os ataques que os governos descarregam nas costas de todos, com o intuito de precarizar ainda mais as nossas vidas, atacando inclusive a educação e a saúde que são direitos básicos.

Hoje, a APEOESP, sendo dirigida por uma burocracia (PT e PCdoB), ao invés de impulsionar a organização pela base, busca “saídas” pela justiça burguesa que nunca esteve ao lado dos nossos interesses ou “saídas” eleitorais que não colocam em cena a força dos trabalhadores a frente para derrotar os ataques, fazendo nosso sindicato permanecer até o final imóvel perante os ataques dos governos.

Por isso, é fundamental que os partidos à esquerda do PT e PCdoB (que dirigem a CUT e a CTB, respectivamente), que também fazem parte da APEOESP, unifiquem suas forças em um polo classista e anti-burocrático, com objetivo de ir às bases, debatendo com os professores a necessidade de se unificar com a comunidade escolar com uma política de auto-organização e iniciativas de solidariedade ativa às lutas em curso como a luta dos trabalhadores da Proguaru na cidade de Guarulhos. Um polo classista e anti burocrático com esses objetivos seria capaz de confrontar a linha imobilista da burocracia e apontar uma alternativa desde as bases para os trabalhadores.

Veja aqui: Vídeo: “Todo apoio a greve dos trabalhadores da Proguaru” - Marcella Campos, diretora estadual da Apeoesp.

Isso pode mostrar um exemplo para as e os trabalhadores de outros setores que também estão pagando com suas vidas por essa crise econômica, social e política, que existe sim um caminho para derrotarmos essas reformas anti-operárias e a profunda precarização que governos vêm instituindo na vida da nossa classe.

Seguir por dentro apenas das vias parlamentares, não colocando inclusive as posições parlamentares a serviço da luta de classes, somente fortalece os patrões e seus governos, abrindo mão do sujeito transformador que é a classe trabalhadora. Isso também entra no debate sobre a esperança das eleições de 2022, pois enquanto se colocam forças para as vias eleitorais, os ataques estão passando. Inclusive as previsões econômicas para o futuro próximo são bastante pessimistas, condição que vai impor a qualquer governo entrante a aplicação de medidas de ajustes cada vez mais severas. Impor de fato que não paguemos por essa crise, requer mais, e o caminho para isso não é se aliar com alas da direita, que se dizem oposição a Bolsonaro mas estão juntos para passar os ataques contra todos os trabalhadores e juventude, ou esperar algo de outras instituições autoritárias que também representam os interesses da burguesia, como o STF e o judiciário.

Enquanto Doria caminha para se alçar como terceira via nas eleições de 2022, mostrando serviço aos empresários com mais essa reforma, é urgente que respondamos à altura, não só para barrar os ataques de Doria, como também todos os ataques de Bolsonaro, Mourão e os militares, que possuem o Congresso e o Judiciário alinhados contra nós para garantir os lucros dos mais ricos.

Leia também: Editorial MRT 2/10: derrotar Bolsonaro com um programa operário para que os capitalistas paguem pela crise.




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