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Unificar as lutas | Visibilidade Lésbica: dia 29 de agosto, marchar nas ruas de SP por justiça e contra Bolsonaro

Nesse domingo, dia 29, nós mulheres do Pão e Rosas, nos somamos à convocação da marcha da visibilidade lésbica em São Paulo, que se concentra às 16h na Praça do Ciclista, unificando as pautas da luta por direitos à comunidade lésbica ao símbolo de Luana e Marielle, e nossa batalha por justiça. Queremos derrotar Bolsonaro, Mourão e Damares Alves sem confiar nos golpistas do sistema judiciário, mas apenas na força da nossa luta, nos inspirando nas origens dessa data, que remonta às lésbicas que buscaram se unificar com o conjunto do movimento LGBT e com o movimento operário para derrotar a ditadura, no inesquecível "Stonewall brasileiro" no Ferro’s Bar em 19 de agosto de 1983.

Pão e Rosas@Pao_e_Rosas

sábado 28 de agosto | Edição do dia

Frente à crise capitalista, os direitos da classe trabalhadora são ainda mais atacados. No Brasil, quem primeiro paga com sua vida somos nós: as mulheres trabalhadoras, negras e LGBTQI+. As mulheres lésbicas, nesse dia 29, organizam em diversas cidades do país ações de visibilidade, já que na história do capitalismo, somos fortemente discriminadas e nos tornamos a maioria nos trabalhos precarizados. A população negra e trabalhadora, sobretudo as mulheres, foi impedida de trabalhar remotamente e desde o começo da pandemia, arriscaram suas vidas em serviços considerados essenciais, se expondo diariamente ao transporte público cada vez mais lotado e precarizado. Somado ao sucateamento do sistema de saúde e dos serviços públicos, projeto da agenda golpista promovida não apenas por Bolsonaro, mas conjuntamente com Doria em São Paulo e todas as figuras do regime político no Brasil, ação essa que sem nenhuma medida protetiva fez com que o vírus circulasse nas grandes periferias.

No Brasil de Bolsonaro, enquanto "passam a boiada", figuras do governo buscam sequestrar e dar um conteúdo reacionário às pautas do movimento de mulheres. Damares Alves protagoniza uma cínica campanha contra a violência às mulheres, logo ela que não perde tempo em destilar o seu ódio asqueroso ao movimento LGBT, contribuindo para que sigamos assassinadas no país que mais nos mata em todo mundo. A figura de Damares nos relembra que nem o gênero nos une às mulheres de extrema direita, às fundamentalistas religiosas, às que querem nos explorar. A classe nos divide. Por isso, é necessário um feminismo socialista que nos unifique com aqueles que são nossos verdadeiros aliados, as trabalhadoras e trabalhadores, e que batalhe contra cada um dos ataques da extrema direita e do governo de Bolsonaro, que já declarou que quer as mulheres aprisionadas em suas casas - um governo apoiado por militares e que tem como vice, Mourão, um símbolo dessa aliança que está a serviço de lançar ainda mais ataques contra a classe trabalhadora, que são pagos sempre mais caros pelas mulheres, pelas negras e pela população LGBTQI+.

O sistema capitalista se mantém através da exploração da força do nosso trabalho, e de mãos dadas com o patriarcado assolam as nossas vidas diariamente. Portanto, para combater o capitalismo e para lutar pela construção de uma sociedade socialista em que seja garantida a mais ampla liberdade sexual e de gênero, é preciso superar pela esquerda os freios das grandes burocracias enraizadas no movimento sindical e de mulheres, e com a luta de classes, que seja também antirracista, pôr abaixo a esta sociedade de opressão e exploração. Pois somos nós, mulheres negras e periféricas, o principal foco das abordagens racistas e homofóbicas pela polícia assassina do Estado.

A luta antirracista que ecoou pelo mundo com o Black Lives Matter nos relembra todos os dias a memória de Luana Barbosa dos Reis, mãe, lésbica e periférica que ao levar o filho de 14 anos para um curso foi parada policiais militares, a Luana questionou a falta de uma figura feminina no local da revista sua indagação deu início a uma sessão de espancamento. Luana foi levada para UTI e morreu 5 dias depois por traumatismo craniano, após 5 anos os responsáveis pelo seu assassinato seguem em liberdade. Não podemos esquecer do assassinato brutal da ex-vereadora Marielle Franco, que tem ligações diretas com a família Bolsonaro.

Nesse domingo, dia 29, nós mulheres do Pão e Rosas nos somamos a convocação da marcha da visibilidade lésbica, que se concentra às 16h na Praça do Ciclista em São Paulo, unificando as pautas da luta por direitos a nossa comunidade lésbica aos combates políticos ao qual somos convocadas frente a essa onda reacionária contra nossos corpos. Levamos o símbolo de Luana e Marielle na luta por justiça, porque não confiamos nos golpistas do sistema judiciário, mas apenas na força da nossa luta, nos inspirando nas origens dessa data que remonta às lésbicas que buscaram se unificar com o conjunto do movimento LGBT e com o movimento operário para derrotar a ditadura, no inesquecível "Stonewall brasileiro" que se deu no Ferro’s Bar em a9 de agosto de 1983. Com as mulheres à frente, convidamos também todas, todos e todes os que querem enfrentar esse governo com a força das ruas a levantar esses símbolos e fazer parte dessa luta com a gente.




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