Cultura

GRUPO DE ESTUDOS DE CULTURA E MARXISMO

Ruído de passos: a mulher como sujeito

Na terceira sessão do Grupo de Estudos de Cultura e Marxismo, a última do mês de Agosto, voltado a debate sobre as opressões, discutiremos a questão da mulher a partir de um conto de Clarice Lispector, “Ruído de Passos”.

Flávia Toledo

São Paulo

terça-feira 25 de agosto de 2015| Edição do dia

Retirado do livro A Via Crúcis do Corpo, “Ruído de Passos” nos mostra o desespero de uma mulher, já viúva, que aos 81 anos não sabe o que fazer com o fato de sentir desejo sexual. Se às mulheres de maneira geral já é negado o direito ao prazer, à mulher idosa não se permite sequer cogitar a possibilidade de esse desejo existir. Por isso, ao tratar desse assunto Clarice abre um enorme campo de reflexão que nos toca profundamente.

A questão das opressões, como viemos discutindo ao longo desse mês, envolve tanto dados estruturais, concretos e objetivos, como dados subjetivos. A compreensão da influência ideológica sobre a subjetividade de setores oprimidos nos diz muito sobre como o capitalismo cria condições para a superexploração.

Por meio desse forte conto de Clarice e de trechos do livro A Precarização tem Rosto de Mulher, onde Silvana Ramos, linha de frente de importante greve de trabalhadores terceirizados na USP em 2005, relata sua experiência, queremos discutir como se dá a construção da subjetividade da mulher na sociedade capitalista.

O encontro acontecerá sexta-feira (28/08) na sala 109 da Letras – USP, às 12h e às 18h, e é aberto a todas e todos que quiserem comparecer. A leitura prévia dos textos é recomendada, mas não obrigatória. Eles já estão disponíveis na pasta 21 da xerox da Sociais e na página do grupo no facebook.




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