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RETORNO DAS AULAS PRESENCIAIS | Queiroga defende aulas presenciais mesmo sem imunização de professores

"Não é fundamental que todos os professores estejam imunizados com duas doses para o retorno das aulas”, disse o ministro da saúde Marcelo Queiroga na última segunda-feira (21).

quinta-feira 24 de junho | Edição do dia

Imagem: Roque de Sá/Agência Senado

O ministro da saúde Marcelo Queiroga participou na última segunda-feira, 21, de reunião da Comissão Temporária de combate à Covid-19, onde defendeu o retorno inseguro às aulas presenciais, afirmando: “No meu entendimento, não é fundamental que todos os professores estejam imunizados com duas doses para o retorno das aulas”.

Segundo o ministro bolsonarista, para que as escolas não sejam focos de Covid basta realizar testes, mas não disse nada sobre a quantidade de testes que serão realizados nos estudantes e nos trabalhadores da educação. Também não detalhou se o Ministério da Saúde acompanha o número de casos de Covid-19 reportados nas escolas, o que, como mostram as denúncias que reproduzimos no Esquerda Diário, são muitos, e muito menos especificou quais seriam as estratégias de controle sanitário para impedir que aumentem as contaminações nas instituições educacionais.

Quando o assunto é volta às aulas presenciais, Bolsonaro anda de mãos dadas com o governador de São Paulo João Doria e seu lacaio, o secretário da educação, Rossielli Soares, pois nenhum destes governos está preocupado com a vida de fato, mas, sim, buscam atender às pressões dos grandes empresários da educação e tentam acelerar uma normalidade retornando às aulas presenciais em um momento que o Brasil passou dos 500 mil mortos por Covid e segue com mais de 2 mil mortes pela doença por dia.

No caso de Doria e Rossielli, o governo de São Paulo é responsável por mais de 100 mortes de profissionais da educação e até mesmo alunos e seus familiares, resultado dessa volta às aulas autoritária e insegura no estado.

A maior parte dos professores do estado de São Paulo foram vacinados a partir do dia 10 de junho, ou seja, para um retorno presencial em agosto, como deseja o bolsodoria, os profissionais da educação não estariam completamente vacinados, já que na época as vacinas disponíveis eram da Pfizer e AstraZeneca, ambas com a segunda dose prevista para ser aplicada três meses após a primeira.

E, mesmo com todos os profissionais da educação vacinados como ficam os estudantes e seus familiares? Para a faixa etária dos alunos, abaixo de 18 anos, sequer existe plano de vacinação, mesmo que o Brasil já tenha ultrapassado mais de 2200 mortes de crianças abaixo de 10 anos, em decorrência da Covid.

Professores, alunos, pais e trabalhadores da educação são os únicos que conhecem o dia a dia das escolas e, portanto, são os que deveriam decidir quando e como será o retorno presencial.




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