Educação

Eleições 2020

Porque a candidatura de Claudio Fonseca não é uma alternativa para defender a educação pública

Claudio Fonseca, presidente do sindicato dos profissionais em educação do município de São Paulo (SINPEEM), é candidato a vereador pelo Cidadania, partido que é base de apoio de João Doria e Bruno Covas, os mesmos que aprovaram a versão municipal da reforma da previdência, o SAMPAPREV, que atacou os direitos de milhares de servidores públicos municipais.

quinta-feira 5 de novembro| Edição do dia

Servidores fazem grande manifestação contra os ataques do prefeito Bruno Covas (PSDB) - Foto: Sindsep/SP

A campanha de Claudio Fonseca (Cidadania) para vereador em São Paulo tem como carro chefe a defesa e valorização da educação. Mas, a seguir, elencamos alguns fatos de sua trajetória como presidente do SINPEEM que demonstram como seu programa de "defesa da educação" não passa de mera demagogia:

Aprovação do SAMPAPREV

Foi uma verdadeira batalha do funcionalismo contra essa versão municipal da reforma da previdência, que contou com a força e disposição de luta de milhares de servidores, em sua maioria trabalhadores da educação, que encheram as ruas em diversos momentos contra o projeto. Claudio Fonseca, à frente da direção do SINPEEM não apenas colocou o aparato para frear essa luta, buscando desmontá-la e canalizar a força que se mostrou nas ruas para uma estéril tática de “vira-voto” (ou o “se votar não volta”). Enquanto isso, o próprio Claudio Fonseca votava a favor de Tuma para a presidência da Câmara, fortalecendo os mesmos setores que iriam levar adiante a aprovação do SAMPAPREV.

Para saber mais:

Eleições sindicais em meio à pandemia

Em meio ao avanço dos contágios pela covid-19 quando já estavam em curso as medidas de isolamento social, suspensão das aulas, que foram seguidas por cortes e demissões entre os terceirizados do transporte e da merenda escolar, Claudio Fonseca, por meio de manobras autoritárias e fraudulentas manteve o calendário eleitoral sindical, por fora de qualquer discussão com a categoria. Na eleição de mais uma gestão da chapa de Claudio Fonseca mais de 90% da categoria não votou, algo que questiona a própria legitimidade da direção e escancara como a prioridade de Claudio Fonseca são seus próprios privilégios em detrimento das demandas legítimas da categoria.

Para saber mais:

Fechou as portas do sindicato para os trabalhadores

Durante todos os últimos meses atravessados pela pandemia, isolamento social, precarização da educação e das condições de vida das famílias da comunidade escolar, a direção de Claudio Fonseca fechou a porta do sindicato para os trabalhadores. Não chamou reuniões, conselhos, REs, ou qualquer instância de discussão da categoria, o que contribuiu para o isolamento político da comunidade escolar justamente no momento em que Covas, endossado pela política de Doria, está aproveitando a pandemia para consolidar uma série de ataques sorrateiros à educação, e o principal foi a aprovação da Lei nº 17.437/20, PL 452/20, uma Lei Privatista que literalmente significa a compra de vagas em escolas privadas e avanço da precarização do trabalho docente no município. Enquanto Claudio Fonseca dizia ser contra o PL, manteve as instancias deliberativas do sindicato fechadas e isso foi fundamental para impedir que a categoria pudesse se organizar a partir de seu sindicato para se enfrentar com esse ataque. Uma mostra de fidelidade para o aliado de seu partido, Bruno Covas.

Para saber mais:

Além disso, seu atual partido, o Cidadania, é base de apoio de Bruno Covas (PSDB) para a reeleição à prefeitura de São Paulo. Se trata de um presidente do principal sindicato dos servidores municipais apoiando uma candidatura que já mostrou a que veio, que começou sua gestão aprovando o ataque histórico que foi o SAMPAPREV por cima das cabeças do funcionalismo municipal em luta.

Para os que lutam pela educação pública, nenhuma confiança em Claudio Fonseca!




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