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Aumento de impostos | Para salvar sua popularidade, Bolsonaro aumenta o IOF para bancar novo programa de auxílio

Na tentativa de reverter sua queda de popularidade, Bolsonaro decide por decreto o aumento do Imposto sobre operações financeiras (IOF) para bancar o programa “Renda Brasil”, programa que deve substituir o auxílio emergencial

sexta-feira 17 de setembro | Edição do dia

Foto: Mauro Pimentel / AFP

Com o decreto que vigora até o final de 2021, o governo federal pretende arrecadar um valor adicional de R$ 2,14 bilhões, que de acordo com o governo, vai custear o programa Renda Brasil que substituirá o atual auxílio emergencial e que é a grande aposta de Bolsonaro para buscar reverter sua sustentada queda de popularidade que chegou, de acordo com a última pesquisa Datafolha a 53%.

A medida vai recair sobre operações financeiras de pessoas físicas e jurídicas no país. Analistas apontam que a alta do IOF combinado com a alta da Selic, taxa básica de juros definida pelo comitê de política monetária do Banco Central, podem pressionar a inflação.

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Os empresários tendem a repassar o aumento da IOF que recai sobre seus negócios aos consumidores, ou seja aos trabalhadores que serão os que realmente vão bancar, do seus próprios bolsos, o novo programa de Bolsonaro. Além desse efeito colateral, os trabalhadores vão arcar com o impacto direto da alta do imposto em suas operações de empréstimos e financiamentos.

Como não podem comprometer o pagamento da ilegítima e fraudulenta dívida pública, nem menos atacar os lucros capitalistas, a fonte de financiamento do governo, no final da cadeia, segue a mesma: retirar do bolso do trabalhador para manter os interesses dos empresários intocados.

Com o aumento das fortunas dos milionários e altos níveis de lucratividade de diversas empresas capitalistas, fica claro que o dinheiro que deveria estar bancando a comida do prato da família trabalhadora está indo para os bolsos dos grandes capitalistas.

É preciso estancar a sangria da dívida pública, que repassa anualmente trilhões de reais a grandes bancos e especuladores internacionais, valores esses que poderiam ser investidos em melhoria nas condições de vida dos trabalhadores e do povo pobre. Da mesma forma, para atacar os lucros capitalistas e as grandes fortunas, acumuladas por poucos a partir da exploração do trabalho de muitos, a taxação das grandes fortunas com impostos progressivos que poupem os mais pobres e obriguem os ricos a cortar de suas vultosas quantias.

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