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PARALISAÇÃO

Motoristas de ônibus fazem paralisação em Natal e exigem vacina contra covid-19 para categoria

No início dessa quarta-feira (24), os motoristas de ônibus de Natal realizaram uma paralisação em pelo menos oito terminais públicos contra cortes no vale-alimentação, nas comissões, demissões em exigência para a vacinação dos trabalhadores da categoria.

quarta-feira 24 de março| Edição do dia

Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi

O sindicato de rodoviários do RN, denuncia a morte de três motoristas pela doença no mês de março, sendo dois somente na última semana, quando a pandemia e o descaso capitalista fez 15.661 vítimas. Segundo Arnaldo Dias, representante do sindicato “A gente está perdendo companheiros para o coronavírus. Os ônibus continuam rodando lotados nos horários de pico. Temos vários companheiros que já adoeceram e outros na perícia por sequelas”. É um absurdo que a vida dos trabalhadores estejam sendo perdidas desnecessariamente pelo descaso dos governo Bolsonaro, mas também dos governadores e prefeitos para garantir o lucro dos empresários do transporte. Nós do esquerda diário nos solidarizamos, e apoiamos a luta dos trabalhadores contra a política genocida de Bolsonaro.

Essa é mais uma mostra da disposição de luta dos rodoviários de Natal, que durante a pandemia fizeram paralisações e greves em defesa do transporte público e da população. Foram alvo de mais de 1000 demissões, sobretudo de cobradores, ataques ao auxílio doença e alimentação, enquanto a prefeitura de Álvaro Dias concedia uma série de isenções às máfias da SETURN e mantém a frota reduzida com a população se expondo para chegar ao trabalho.

Essa ação fez parte do dia de mobilização nacional convocado pelas centrais sindicais, como a CUT e a CTB, dirigidas pelo PT e PCdoB “em defesa da vida, da vacina, emprego e auxílio emergencial”,. Infelizmente essa paralisação em Natal não foi a regra nessa mobilização nacional, que poderia ter coordenado várias categorias para atuarem conjuntamente mas não teve o impacto que poderia pois os sindicatos e a direções da centrais não construiram desde as bases e não buscaram massificar a mobilização, nem sequer unificaram o dia de mobilizações com a UNE, dirigida pelos mesmos partidos, que também convoca para o dia 30 mobilizações contra os cortes e pelas vacinas, e da mesma forma não constrói a mobilização desde as bases dos estudantes.

Para fortalecer a luta contra Bolsonaro, mas também contra Mourão e todos os golpistas e arrancar o auxílio emergencial de um salário mínimo, vacinas para todos e contra os cortes e todos os ataques é necessário unificar a juventude e os trabalhadores e construir em espaços de autoorganização nas bases para mostrar todo o potencial de luta da nossa classe.




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