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Argentina | Milhares se mobilizam na Praça de Maio contra o plano de ajustes do FMI

Em diferentes partes do país, dezenas de organizações políticas e sociais convocaram mobilizações para uma saída das e dos trabalhadores para a crise.

sábado 9 de julho | Edição do dia

Dezenas de organizações sociais, políticas e operárias, de forma unitária, começaram a marchar em direção à Praça de Maio em uma jornada nacional neste sábado por uma solução em favor das maiorias populares para a crise em curso e em apoio a todas as lutas em curso.

A renúncia de Guzmán abriu uma nova etapa da crise argentina. E nessas horas, as classes dominantes discutem suas saídas. Mas nenhum novo plano econômico que permaneça nas garras do imperialista FMI poderá dar uma solução favorável ao sofrimento de milhões, mas muito pelo contrário: eles já consolidaram os ataques do macrismo até hoje e agora buscarão aprofundar esse caminho para cumprir com a organização internacional.

A classe trabalhadora, as mulheres e os jovens devem intervir nesse cenário. Nossos camaradas do PTS, partido irmão do MRT na Argentina, junto da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT-U), estão na linha de frente dessa massiva mobilização exigindo que as centrais sindicais rompam a trégua e convoquem uma paralisação nacional e planejem a luta por todas as reivindicações das e dos trabalhadores, na perspectiva da greve geral.

A coluna do PTS foi composta por trabalhadores da LATAM, Coca Cola, trabalhadores do setor de telefônicos do grupo Violeta, a agrupação Granate del neumático, trabalhadores do setor de alimentícios da fábrica Mondelez, ferroviários da La Naranja Ferroviaria, petroleiros, trabalhadores da Empresa del Oeste, professores do grupo 9 de abril, jovens trabalhadores de La Red, do grupo ambientalista anticapitalista Alerta Roja, estudantes secundários do grupo No Pasarán, da Secretaria Operária-Estudantil da Faculdade de Ciências Sociais da UBA, a Secretaria Geral do Centro de Estudantes de Filosofia e Letras, a Secretaria de Gênero da Faculdade de Psicologia da UBA, o grupo Contra Imagem de artistas e trabalhadores culturais, entre outros.

Participaram camaradas do PTS de Merlo, Morón, José C Paz, Lomas de Zamora, Guernica, La Plata, Pilar, Zona Norte, entre outros.

A nível nacional houve manifestações importantes, como em Tucumán; Alejandra Arreguez levantou a necessidade de "uma greve e um plano de luta nacional para derrotar os planos de ajuste". Um importante apelo foi expresso em Neuquén, que incluiu a ATEN Capital, ATEN Plottier, o sindicato dos ceramistas e diferentes centros estudantis.

Pela ruptura com o FMI e o não pagamento da dívida!

Leia mais: Grande convocatória na Argentina: dezenas de organizações chamam para marchar por outra saída da crise




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