RACISMO POLICIAL

Mais uma vítima de racismo policial, mulher negra é agredida por PM em Macapá

Ontem foi divulgado nas redes mais um vídeo de violência e racismo policial. A vítima foi uma mulher negra, Eliane Espírito Santo da Silva, pedagoga na cidade de Macapá (AP).

segunda-feira 21 de setembro| Edição do dia

O caso ocorreu na noite da sexta-feira (18), quando Eliane estava filmando a abordagem policial aos seus familiares na zona norte da capital. Por estar filmando, o policial a imobiliza, dá uma rasteira e quando ela já está no chão, ele dá um soco em seu rosto. O vídeo foi gravado pelo filho de Eliane.

Em entrevista à rede Amazônica, ela relata o ocorrido: “Eu fui chamada de preta, fui chamada de vagabunda por eles na delegacia. Eu me senti ofendida e para mim foi um preconceito muito grande, porque éramos os únicos negros ali. O correto era todo mundo ser ouvido. Por que eu vou pagar fiança por um crime que eu não cometi? Por que o policial me agrediu se eu não ofendi ele e estava apenas fazendo um vídeo?”

Eliane e seu marido tiveram que pagar R$ 800 reais de fiança. Ao sair da prisão, ela registrou boletim de ocorrência contra o policial. Por parte da Polícia Militar do Amapá, relataram ter sido um fato isolado e que irão apurar os fatos.

Esse é o vídeo da agressão que viralizou na internet. Pode-se ver que não há fatos para serem apurados a não ser a agressão policial abertamente racista. Além disso, não é um fato isolado, senão que um fato comum nas periferias de todas cidades brasileiras.

E casos como esse não ocorrem somente no Brasil, como vimos com a morte de George Floyd, assassinado por um policial nos Estados Unidos, onde a polícia não é militarizada. Seja onde for, dentro do sistema capitalista, a polícia, militarizada ou não, tem como alvo pessoas pobres e negras. É preciso fazer ecoar a reivindicação das massas estadunidenses que foram a rua para lutar contra o racismo e exigir o fim da polícia também aqui no Brasil.




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