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NA PANDEMIA | Mais pedidos, jornada maior, mas salário menor: pesquisa mostra drama de entregadores

Segundo pesquisa da Unicamp, do MPT e da UFPR, houve queda de 58,9% no rendimento dos entregadores durante a pandemia. Jornada de entregadores aumentou de 29 para 38 horas semanais com média de R$ 220 a menos, mostra estudo do Dieese. Pandemia agravou drama dos motoboys e entregadores de todo o país.

segunda-feira 22 de março | Edição do dia

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil. Paralização dos entregadores de aplicativo na praça Charles Miller, Pacaembu.

Reportagem que reúne dados de distintas pesquisas mostram como em meio à pandemia os entregadores em todo o país estão trabalhando mais e recebendo menos. Em todo o país houve um crescimento de 3,5% no número de entregadores durante a pandemia. Hoje são quase 1 milhão de trabalhadores na área.

Em Minas Gerais, por exemplo, houve um aumento de 90% nas chamadas, segundo Simone Almeida, presidente do Sindicato dos Condutores de Veículos que usam Aplicativos do Estado de Minas Gerais. Mas esse aumento não é acompanhado por um aumento na renda. Muitos trabalhadores pedalam todos os dias como complemento da renda, já que o salário médio é baixo.

O estudo do Dieese ainda aponta a disparidade salarial entre mulheres e homens na categoria, onde o salário médio destes chega a R$ 1.325 e o delas a R$ 1.280.

- Veja aqui seção sobre entregadores do Esquerda Diário.

A pandemia agravou o drama dos motoboys e entregadores de todo o país. Muita gente demitida encontrou nos aplicativos uma forma de obter renda, mas o trabalho exige cada vez mais e o salário chega cada vez menor, sem contar a exposição ao vírus.

- Diário de entregador - Sequestraram o futuro da juventude




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