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FRENTE AMPLA | Lula e Freixo: Frente Ampla com golpistas na contramão de combater as reformas

A situação do país está cada dia pior. Os ataques aprofundados com o golpe institucional de 2016 seguem com ainda mais força no governo Bolsonaro e diante da crise sanitária, econômica e política, o que tem aumentado muito a carestia de vida dos trabalhadores. Diante do reacionário governo Bolsonaro a saída se dará com alianças com esses mesmos golpistas que abriram a porta e o apoiaram na aprovação das reformas trabalhista e da previdência, e da lei do teto dos gastos, privatizações e outros ataques?

segunda-feira 14 de junho | Edição do dia

Foto: Ricardo Stuckert

O caminho apontado por Lula desde a recomposição de seus direitos políticos é de que contra Bolsonaro qualquer aliança é possível, o que significa se juntar com nomes como FHC, Rodrigo Maia (articulador da reforma da previdência) e Sarney, ou outros partidos golpistas do centrão diretamente. Parecer viável para a burguesia nacional e internacional é o objetivo. Contra Bolsonaro vale mesmo tudo? Será que saindo Bolsonaro, mas se mantendo todo o regime do golpe institucional, teremos de fato uma melhoria de vida para a população que agora amarga na fome e na miséria? É preciso ter clareza de que a resposta é que não.

Seguindo a lógica da Frente Ampla, Marcelo Freixo anunciou sua saída do PSOL e sua filiação ao PSB, levando até o final uma política cada vez mais de direita. Além do próprio Lula, Freixo também busca se aliar a nomes como Eduardo Paes, Rodrigo Maia e FHC. Seu programa de segurança pública será elaborado pelo ex-ministro de Michel Temer. Freixo, que compunha uma ala mais à direita do PSOL, agora vai para um partido diretamente burguês e golpista. Como Lula, está disposto a quaisquer alianças que ajudem em seus objetivos eleitorais.

Entenda melhor: Marcelo Freixo vai para o PSB golpista e quer alianças com Paes, FHC, Maia e bancada da bala

O caminho que Lula e Freixo apontam, enquanto figuras vistas como “de esquerda”, na verdade é totalmente adaptado ao regime político, flertando com a direita ou diretamente se incorporando a ela. Em suas palavras, pelo Fora Bolsonaro vale tudo. E tudo isso significa também aceitar as reformas que foram aprovadas por esses mesmos golpistas, destruindo os direitos da classe trabalhadora.

Diante do cenário nacional, com quase 490 mil mortes, a saúde novamente entrando em colapso, mais de 50% da população em situação de insegurança alimentar, desemprego atingindo recordes, o custo de vida cada vez mais alto, a cesta básica a R$300,00 e o gás de cozinha chegando a R$100,00, não se pode acreditar que tirando Bolsonaro e mantendo todos os agentes desse regime degradado, que também descarregam essa crise em nossas costas, que também são responsáveis pelas mortes e pela carestia de vida, teremos uma saída para toda essa situação.

A Frente Ampla significa a aliança com inimigos da classe trabalhadora e do povo para administrar o Estado capitalista de acordo com os interesses dos patrões e se submetendo ao imperialismo. Nem Lula, nem Freixo questionam em nenhum momento as reformas que têm levado a população a trabalhar sem direitos e viver na miséria, isso pois seguem querendo ser agentes de manutenção do regime do golpe institucional e de toda sua obra econômica.

A saída diante dessa crise está nas mãos dos trabalhadores, se organizando nos locais de trabalho para enfrentar não só Bolsonaro, mas o reacionário e racista Mourão e todo o regime que vem se articulando para atacar os trabalhadores e manter os lucros dos patrões. As Centrais Sindicais, como a CUT, que poderiam nesse momento cumprir um importante papel de organização de suas bases, seguem com sua política de construir atos cujo objetivo é desgastar Bolsonaro para fortalecer Lula rumo a 2022. Além disso, também buscam separar estudantes e trabalhadores convocando datas diferentes e se negam a convocar uma paralisação nacional e a construir um plano de lutas a partir de assembleias democráticas nos locais de trabalho. A UNE atua nesse mesmo sentido, se negando a massificar as manifestações do dia 19.

Nesse cenário os partidos que se colocam à esquerda do PT deveriam dar exemplo, a partir da CSP-Conlutas, Intersindical e também nas entidades estudantis onde dirigem DCEs e CAs. Deveriam ser parte de denunciar a política das centrais sindicais e da UNE, e também de exigir a construção de uma paralisação nacional e de um plano de lutas unificado entre estudantes e trabalhadores.

É preciso uma saída dos trabalhadores, com independência de classe, desenvolvendo seus métodos de luta como paralisações e greves, ocupando as ruas em aliança com as mais diversas categorias de trabalhadores, juventude, mulheres, [email protected] e LGBTs. Transformar em luta e organização o ódio contra Bolsonaro, que tem aumentado diante da caótica realidade, sem nenhuma confiança nas saídas institucionais como o teatro da CPI ou apenas esperar 2022, onde os setores já se organizam para alianças traidoras.

Veja também: Pela unidade entre trabalhadores e a juventude, e não com golpistas e a direita




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