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José Maranhão, Presidente do Senado na sessão do golpe institucional morre de Covid-19

O Senador pelo estado da Paraíba e ex-governador, o mais velho da câmara do senado, após contrair Covid-19 estava desde o dia 3 de dezembro de 2020 internado Hospital Vila Nova Star, em São Paulo. O finado Senador votou a favor de propostas e dispositivos que atacaram frontalmente a classe trabalhadora brasileira: como a Reforma Trabalhista e da Previdência.

terça-feira 9 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Roque de Sá/Agência Senado / Estadão

Natural da cidade de Araruna, interior do Estado da Paraíba, distante a cerca de 163 km, José Maranhão era oriundo de uma família envolvida na política. Segundo o Porta Correio de Notícias desde a década de 1950 que a família Maranhão ocupa cargos políticos no Estado.

Tendo passagens pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) foi eleito em 1954 e 1964 para ocupar o cargo de Deputado Estadual. Com o golpe militar de 1964, integrou as fileiras do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), com o Ato Institucional nº5 teve o mandato cassado e perdeu os direitos políticos até o final da década de 1970.

Na década de 1980, com o fim do bipartidarismo, José Maranhão se filia ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Suas proposições conservadoras e aliadas a fração da burguesia agrária o elegeram como deputado federal pela Paraíba em 1982. Em Janeiro de 1999 é eleito governador do Estado da Paraíba. Aliado político da oligarquia dos Cunha Lima, essa aliança é desfeita, em 2002 perde a cadeira do Senado para o próprio Cássio Cunha Lima. Retorna ao governo do Estado em 2007 após Cássio ter o mandato cassado por crime de corrupção.

Em 2014 se elegeu novamente para o Senado, cargo que ocuparia até 2022. Na câmara, com a crise política ocasionada pela ruptura política das alianças que o Partido dos Trabalhadores fizera para sustentar um governo de ataques a classe trabalhadora no momento do impeachment, José Maranhão votou a favor do golpe institucional que retirou Dilma da presidência da república. Nessa época o senador, por ser o mais velho da casa, presidiu o senado nessa sessão.

Desde diferentes lugares, mas para focar nos últimos tempos no Senado defendeu ataques brutais a classe trabalhadora sendo também favorável a reforma da previdência aprovada no governo de Temer, que obriga a classe trabalhadora trabalhar até a morte. Também foi favorável a Proposta de Emenda Constitucional nº 55, hoje conhecida como Emenda Constitucional nº 29 que estrangula o regime fiscal brasileiro estabelecendo um teto de gastos públicos em provimento da fração financeira do capital que tem lucrado com os juros da dívida pública brasileira e a reforma trabalhista.

Frente à hipocrisia dos diferentes partidos do regime, ate de esquerda, que exaltam José Maranhão como uma figura pública impoluta e intocável, é importante destacar a figura como o que foi, um político tradicional com práticas clientelistas e inimigo da classe trabalhadora.




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