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ELEIÇÕES EM SÃO PAULO

Joice Hasselmann quer avançar na privatização da saúde pública em São Paulo

No debate entre candidatos a prefeito do Universidade Vai às Urnas, organizado por diversos Centros Acadêmicos de São Paulo, a candidata do PSL defendeu o modelo de OSs na saúde e a ampliação de parcerias com o setor privado.

sexta-feira 30 de outubro| Edição do dia

(Foto: Bruno Santos/Folhapress)

A candidata de ultra-direita a prefeitura de São Paulo, Joice Hasselmann, defendeu uma privatização ainda maior na saúde pública da cidade. Sua proposta para zerar as filas do SUS era que, caso houvesse demora para marcar um procedimento, como uma cirurgia, ou uma consulta, a Prefeitura iria pagar para que a pessoa o fizesse no sistema privado. Com esta proposta, ela defende, na prática, que ao invés de se investir para melhorar o sistema público de saúde, fazendo com que ele seja capaz de atender a todos com qualidade, na verdade se crie uma transferência direta de recursos públicos para a saúde privada, garantindo os lucros das grandes redes hospitalares.

Seguindo nessa linha, Hasselmann defendeu o modelo de concessão de unidades de saúde para Organizações Sociais (OS), o que também significa uma privatização. Na sua visão, bastaria apenas separar as OSs que são “picaretas” daquelas que são boas. No entanto, nos diversos locais onde esse modelo foi aplicado, o que se vê é uma piora significativa dos serviços prestados à população e uma precarização do trabalho de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros profissionais da saúde. Um bom exemplo vem do Rio de Janeiro, onde três mil profissionais da saúde ficaram com salários atrasados em meio a pandemia da Covid-19.

Hasselmann defendeu ainda a realização de mutirões de cirurgias, que ocorreriam em parceria com hospitais particulares, demonstrando uma vez mais sua veia privatizante. Este projeto significaria também uma enorme transferência de recursos públicos para o setor privado, e um enfraquecimento da saúde pública na cidade de São Paulo.

Estas declarações ocorrem poucos dias depois de Bolsonaro editar um decreto abrindo espaço para uma privatização ainda maior do SUS. Mesmo que tenha sido posteriormente revogado, o presidente já anunciou que pretende reeditar este decreto. Faz-se fundamental um combate por um SUS 100% estatal, e sob controle dos trabalhadores, para que possa acontecer um combate efetivo a atual pandemia e para que se possa garantir uma saúde de qualidade para a população. Isto só pode ocorrer fruto de uma luta em todos os níveis contra o regime golpista e seus representantes, como Bolsonaro, o Congresso, mas também Doria, Covas e Joice Hasselmann.




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