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PANDEMIA | Governo Federal sabia sobre o preço elevado da Covaxin um mês antes de fechar negócio

Embaixada do Brasil na Índia já tinha alertado sobre o alto custo da vacina mais cara já comprada pelo governo Bolsonaro cerca de um mês antes da negociação, que vem sendo investigada pelo MPF e pela CPI da Covid.

quinta-feira 24 de junho | Edição do dia

IMAGEM: Shekhar Yadav, EPS

Responsável por comprar, sobre o intermédio da Precisa Medicamentos, 20 milhões de doses da vacina Covaxin, gastando R$ 1,6 bilhão no processo, o governo federal foi alertado pela Embaixada do Brasil na Índia sobre o alto preço do imunizante, cerca de um mês antes de acertar o negócio.

A compra vem sendo investigada tanto pelo Ministério Público Federal, como pela CPI da covid, já que há suspeitas de superfaturamento na compra, corrupção, a utilização de empresas de fachada, além de outras irregularidades no acordo.

A aquisição da vacina, que vem sendo a mais cara entre as compradas pelo governo Bolsonaro, foi feita em fevereiro deste ano, quando o Ministério da Saúde do Brasil aceitou pagar US$ 15 (R$ 80,70, na cotação da época) por dose da Covaxin, chegando a investir R$ 1,6 bilhão. O preço acordado na compra teve um valor 1000% maior que o estipulado pela fabricante indiana seis meses atrás (US$ 1,34).

Além disso, a diplomacia indiana já tinha altertado ao Ministério das Relações Exteriores sobre os custos da Covaxin e que o chefe de governo da Índia, Narendra Modi tinha sido criticado por ter gasto um valor superior na compra da Covaxin em compraração ao da AstraZeneca/Oxford em acordos na Europa.

A empresa Precisa Medicamentos responsável pelo intermédio da compra também deverá prestar esclarecimentos à CPI da covid e ao MPF.




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