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DESCASO

Governo Bolsonaro demorou 3 dias para responder pedido urgente do Acre por oxigênio

Ignorar e-mails parece ser uma especialidade do governo Bolsonaro, em especial quando se trata da gestão criminosa da pandemia.

sexta-feira 11 de junho| Edição do dia

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Enquanto o Ministério da Saúde, Bolsonaro e comando militar se preocupavam em planejar o afastamento do General Pazuello da chefia da pasta, uma solicitação por oxigênio feita no dia 12 de março pela Secretaria de Saúde do Acre foi ignorada por 3 dias, sendo respondida só no dia 15 de março, quando Pazuello foi demitido com centenas de milhares de mortes nas mãos.

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O documento da pasta entregue à CPI da Covid mostra que a Secretaria de Saúde do Acre, no dia 12 de março, procurou por ajuda do governo federal para não ficar sem estoque de oxigênio medicinal, usado no tratamento de pacientes em estado agravado de Covid-19. O governo ignorou por três dias seguidos o e-mail e demorou mais dois para enviar o oxigênio.

"Prezados, encaminho o Ofício no. 634/2021/SE/GAB/SE/MS, que trata do risco iminente de desabastecimento de oxigênio nos municípios do Estado do Acre. Solicito confirmação de recebimento", escreveu a Secretaria de Saúde do Acre. Três dias depois, uma funcionária de apoio ao gabinete do Ministério da Saúde, identificada no e-mail como Leíse, respondeu: "Boa tarde! Acuso recebimento. Desculpe a demora".

O Estado do Acre, que possui apenas três hospitais públicos, passou perto de esgotar suas reservas de oxigênio medicinal. Em Manaus, pacientes morreram asfixiados por falta de oxigênio, mesmo com o especialista em logística, Pazuello, e sua equipe dominada por militares, avisados das altas chances de que pessoas poderiam morrer sufocadas, e morreram.

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Pazuello foi afastado da Saúde deixando a marca do seu legado até o último dia: o descaso criminoso com a vida da população pobre e trabalhadora. Seja em ignorar diversas vezes ofertas de vacinas, ou ignorar meios pedindo por oxigênio.




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