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CRISE DO CORONAVÍRUS

Funcional aos patrões, Bolsonaro estende por mais 30 dias a MP da morte que corta salários e jornadas

A MP 936, que ficou conhecida como MP da morte, permite a redução de jornada e salário e a suspensão de contratos. Sem frear o desemprego, a MP atende os interesses dos empresários de descarregar nos trabalhadores a crise.

terça-feira 14 de julho| Edição do dia

Crédito: Foto: Sérgio Lima

Segundo a MP empresário e trabalhadores ficam autorizados a negociar o corte na jornada e nos salários e até a suspensão de contratos. Voltamos ao impasse, que tipo de negociações existe entre o explorador e o explorado?

A MP que demagogicamente é chamada de ” Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda”, na verdade é mais um manobra do governo para salvar a economia e o lucros dos capitalistas, enquanto permite que as condições de trabalho e de vida que já eram péssimas, piorem ainda mais.

Saiba mais: Bolsonaro sanciona MP que permite redução do salário em meio a pandemia

As demissões e redução de salários em meio a crise sanitária e econômica são legalizadas pelo governo, que com o demagógico discurso de salvar empregos na verdade salva empresários às custas das vidas de milhares de trabalhadores. Sob o pretexto de proteger os desempregos, as centrais sindicais passam pano para a MP, que na verdade é funcional a patronal rebaixar o nível de vida dos trabalhadores. Tampouco se mantém de pé a justificativa de proteção aos empregos, como vemos pelas muitas demissões em massa, caso da Latam ou da Nissan, em que os funcionários já haviam aberto mão de parte do salário mas mesmo assim foram demitidos.

Agora a extensão da MP da morte permite que por mais 30 dias, em meio a reabertura do comércio, os empresários “negociem” melhores condições para explorar os trabalhadores e se recuperarem do breque dado a economia por conta da pandemia do coronavírus. Isso as custas do aumento exponencial da carestia de vida de muitos trabalhadores que se veem expostos ao vírus, dependendo de uma saúde pública ultra precária, vendo seus salários reduzidos e suas contas aumentando.

Não dá pra confiar nesse sistema e nesses governos que mesmo que pra fora se coloquem contrários uns aos outros, vide bolsonarismo e a frente ampla contra ele, tem em comum o objetivo de manter o lucro capitalista, as custas da classe trabalhadora. Nesse momento, toda política que não avance para enfrentar o lucro dos empresários, reforça os ataques contra os trabalhadores. Só pode haver uma política de classe para a manutenção dos empregos, a proibição das demissões. Os empresários possuem dinheiro em caixa para manter seus empregados e são eles que precisam pagar pela crise.

A pandemia deixou ainda mais claro que somos nós os trabalhadores que mantemos a roda da sociedade girando, somos nós que temos nas nossas mãos toda a produção e somos nós que podemos dar um basta a esse sistema de exploração e opressão. Para isso é mais do que necessário se organizar para impor fora Bolsonaro, Mourão e os militares, sem nenhum confiança nos governos conciliadores e golpistas e no STF que julga sempre em prol da burguesia. Impor pela nossa luta uma Assembléia Constituinte Livre e Soberana que não apenas mude os jogadores mas as regras do jogo.




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