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Bolsonarismo | Execrável e racista como sempre, Bolsonaro diz que ‘minorias’ devem ‘se manter na linha’

Nesta terça-feira (05), Bolsonaro tentou fazer acenos à sua base social, ao reforçar o seu discurso reacionário e negacionista. Dessa vez o presidente proferiu suas típicas bestialidades durante cerimônia religiosa no Simpósio Cidadania Cristã, na Igreja Batista Central em Brasília. O presidente também voltou a instigar a sua base contra o processo eleitoral, dizendo que há irregularidades e fraudes.

quarta-feira 6 de outubro | Edição do dia

Foto: Reprodução/Youtube

“Tem muita gente melhor que eu pelo Brasil. Mas quis o destino que a Presidência estivesse com a gente. Temos que trabalhar, aguentar pressões, desaforos, fake news, ameaças. E tocar o barco”, afirmou o presidente no início de seu discurso. “Respeitemos as minorias, mas as leis são para que eles se mantenham na linha, não nós, que já estamos na linha”.

O presidente voltou a dizer que defende a família ‘tradicional’ e que sabe ‘o que representa a família para a sociedade’. Os ministros Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência), Marcelo Queiroga (Saúde) e Damares Alves (Família, Mulher e Direitos Humanos) estavam presentes no evento.

Durante o pronunciamento, o presidente exibiu em um telão um vídeo gravado por um apoiador. Sem nenhuma crítica ao governo, o homem não identificado lista supostas realizações da gestão e diz que ‘descobrimos que há fraude nas eleições’. Porém, Bolsonaro nunca apresentou provas de suas acusações de supostas irregularidades.

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O presidente também voltou a defender remédios ineficazes contra a Covid-19 e alegou que as dificuldades econômicas que o País enfrenta advém das medidas adotadas por prefeitos e governadores para frear a disseminação da doença, se isentando do fato de ser um presidente genocida, e responsável pela mais de 600 mil mortes por Covid, junto com Mourão, militares, governadores, parlamentares, STF e demais políticos burgueses.

“Eu não me furtei de falar na ONU, para o mundo, de tratamento precoce. Que deveríamos respeitar a autonomia do médico. Ou temos que nos consultar com William Bonner e os três patetas da CPI?”, disse o ex-capitão, se referindo aos senadores Omar Aziz (PSD-AM), Renan Calheiros (MDB-AL) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP). “Tem gente que fala que não tem comprovação científica. Tá bom, então você recomenda o quê? Não tem o que recomendar. Grandes remédios foram descobertos por acaso”.

Ele também defendeu novamente a indicação de André Mendonça, ex-ministro da Justiça e da Advocacia-Geral da União, para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado ainda nem tem data marcada.

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“Espero que Mendonça seja aprovado. Terá uma sabatina, creio que não terá dificuldade de ser questionado sobre questões jurídicas. Se for aprovado, tomará posse. Só fiz dois pedidos a ele: que toda semana, ao iniciar os trabalhos, peça dois minutos e faça uma oração dentro do STF e que todo mês quero tomar com ele uma Tubaína”.




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