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Da troca de cargos pra apoiar Bolsonaro a Flordelis: 10 escândalos do PSD de Kalil em 2020

O partido de Kalil, PSD, foi um dos partidos do centrão que foi comprado para dentro do governo no último período. Entre diversos escândalos de corrupção, o partido abocanhou espaços importantes em cargos públicos, na saúde, educação, nas comunicações e no transporte.

segunda-feira 26 de outubro| Edição do dia

Imagem: PSD/ Reprodução

O partido retirou também candidatura para um bolsonarista no Rio, mantém Flordelis em seus quadros, mesmo depois da suspeita de assassinato e amargou a morte de um dos seus principais dirigentes, o senador Arolde de Oliveira para Covid-19, após adotar postura negacionista com a pandemia.

Se trata de um partido fisiológico do regime político degradado do Brasil, fruto de um golpe. A busca incessante por cargos, dinheiro e espaço governamental não tem quaisquer limites do razoável. Isso se reverte em desvio de dinheiro público e a venda da sigla a Bolsonaro e Mourão no plano nacional. Mesmo que Kalil queira se manter a parte dessa realidade, como se fosse “oposição”, mas depois de ler os 10 fatos a seguir você não terá qualquer sombra de dúvidas de que isso não passa de um discurso.

1) Dinheiro na cueca de candidato a vereador no Sergipe

A prisão de Edilvan Messias dos Santos, o ’Vanzinho de Altos Mares’ (PSD), aconteceu semana passada, na quarta-feira (21). Ele foi flagrado com R$ 15,3 mil escondidos na cueca em Carira. Junto ao caso do vice-líder do governo Bolsonaro no senado, Chico Rodrigues (DEM), são dois dos maiores símbolos da corrupção, que segue em plena vigência depois da lava-jato e no governo Bolsonaro.

2) Troca de cargos para apoiar Bolsonaro

O PSD faz parte do bloco do centrão que se alinhou a Bolsonaro a partir de abril, quando este abriu os cofres para se safar das ameaças de sofrer um processo de impeachment. Entre os cargos loteados adquiridos pelo PSD está o de Carlos Roberto Fortner, diretor-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), foi presidente dos Correios em 2018, durante o governo golpista de Temer (MDB). A outra nomeação foi de José Camilo de Oliveira Nagano para diretor da Diretoria de Infraestrutura de Chaves Publicas do ITI

3) Controle de bilhões na saúde para apoiar Bolsonaro

O Governo Bolsonaro nomeou nome ligado ao PSD para comandar Funasa. O coronel da Polícia Militar de Minas Gerais Geovanne Gomes da Silva foi o escolhido pelo partido para comandar o órgão, que é responsável por obras de saneamento básico. O loteamento é ainda mais escandaloso nesse ano de coronavírus, em que se tornou evidente que metade dos brasileiros não têm acesso a cuidados sanitários mínimos como o esgoto. Teve orçamento de R$ 3,1 Bi em 2019 Em troca, o partido apoiará Bolsonaro nas votações no legislativo.

4) Controle de bilhões na educação para apoiar Bolsonaro

Também na educação o PSD se intrometeu na busca de cargos para satisfazer sua sanha. A diretoria e a presidência do FNDE foram encaminhados por Republicanos, PP, PL e PSD a Bolsonaro. O Fundo é um órgão do Ministério da Educação com orçamento maior que outros ministérios como um todo, só 2019 foram, ao todo, R$ 55 bilhões. Alguns dos programas mais importantes da educação brasileira, como livros didáticos, transporte e transferência direta para escolas.

5) Controle dos transportes para apoiar Bolsonaro

O mesmo mecanismo de troca de cargos em pastas estratégicas se deu também nos transportes. O Partido Social Cristão (PSC), de Wilson Witzel, indicou Carlos Fernando Ferreira da Silva Filho para a Companhia Brasileira de Trens Urbanos, com o apoio do PL, PSD, Republicanos e MDB. O orçamento do CBTU em 2020 para todos os estados é de mais de R$ 1 bilhão. A nomeação ocorreu no dia 29 de abril

6) Controle das comunicações do Governo para apoiar Bolsonaro

No dia 11 de junho foi criado um novo ministério só para que Fábio Faria (PSD/RN) assumisse o cargo no governo. As comunicações desde então passaram a ser geridas pelo Genro de Silvio Santos, o dono do SBT, que também é amigo de Rodrigo Maia. Como se vê, o partido está entranhado no governo até o pescoço.

7) Bolsonarista negacionista do PSD morreu de Covid-19

O senador bolsonarista Arolde de Oliveira era defensor da cloroquina, contra o isolamento social – considerando-o “alarmismo” – e faleceu na quarta-feira (21), vítima de coronavírus. É o primeiro congressista brasileiro em atividade a morrer pelo novo coronavírus. Arolde era um dos políticos mais antigos da bancada evangélica, inclusive ajudando a eleger e lançar a atual deputada Flordelis no universo da política.

8) Flordelis (PSD) continua indo e falando em reuniões do partido mesmo suspeita de assassinato

A deputada federal está utilizando tornozeleira eletrônica pela suspeita de assassinato de seu marido, Anderson do Carmo, segue em grupos no WhatsApp do PSD e fala em reuniões. Em tese, isso deveria significar a paralisação das atividades partidárias, o que não vem ocorrendo. Não há data, até o momento, para expulsão de Flordelis do partido.

9) No Rio, PSD abriu mão de candidatura para apoiar bolsonarista Luiz Lima (PSL)

O PSD abriu mão da cabeça de chapa para Luiz Lima. Fernando Veloso será vice (PSD). Anteriormente, o PSD teria Hugo Legal como candidato. Claramente uma jogada para agradar eleitores adeptos ao bolsonarismo e Bolsonaro, a nível federal.

10) Apoio ao reacionário Kassio Nunes no STF

O voto do PSD a Kassio foi parte de garantir sua nomeação. O partido já possui a 2ª maior bancada na casa, com 12 senadores. O novo ministro é terrivelmente pro-agronegócio e grilagem. Outra medida do desembargador também mostra suas credenciais ruralistas, ele autorizou que não indígenas tomassem terras de reserva, ele legalizou a grilagem ocorrida, sem nenhuma surpresa, em local de forte agronegócio (Mato Grosso).

PSD é base de Bolsonaro no congresso e Kalil é principal aposta do partido

Kalil faz todo um discurso de que não irá prometer nada, que não é um político como os outros, mas na verdade é uma das principais apostas desse partido fisiológico do regime que se alia com o que há de mais reacionário do judiciário golpista, da lava-jato e do legislativo. O PSD é base do Bolsonaro em troca de obter verbas, cargos e se manter no poder com a velha política dos coronéis que sempre dominaram a política no Brasil. O prefeito de Belo Horizonte do PSD é parte desse mesmo pacto reacionário das instituições para descarregar a crise nas costas dos trabalhadores.




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