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NOVA ETAPA DO ESQUERDA DIÁRIO | A luta de classes na sua mão

O Esquerda Diário entra em nova etapa no próximo dia 15 de julho. Uma mídia anticapitalista e militante que coloca a luta de classes na sua mão.

quinta-feira 1º de julho | Edição do dia

Se pudesse, o sono duraria mais horas. Não dá. Com o som do despertador, adiado de 5 em 5 minutos para se iludir que o sono durou mais, o corpo cansado nega o desejo natural de terminar o descanso e se arrasta, friorento, ao trabalho.

No ônibus, outros corpos cansados. A conversa entre duas merendeiras chama a atenção. A empresa não pagou o salário. O contrato, assinado pelo prefeito, faz dele responsável pela fome do menino. Só 8 anos, já viu a geladeira vazia muitas vezes. Será que tem o que fazer? A sugestão vai pro redator do dia. Que tenso, responde. Escreve a nota com agilidade. Precisa terminar antes de sair pro trampo. A redação do Esquerda Diário é na casa de cada um.

Na escola, aquela professora que também desenha tem uma ideia. E se saísse no instagram um desenho do ato das merendeiras? Lembra? Igual àquele que a companheira lá do Sul fez quando foram as mulheres em luta contra as demissões na LG? A redação do Esquerda Diário é de norte a sul.

Chega a hora do almoço, e nos outros trabalhadores dá pra visualizar o tédio. Rotina. Aquele ali tem um sorriso no rosto. A manhã dele não foi toda roubada pelo patrão. Na pausa das 10h, no grupo do whatsapp, deu pra repassar o áudio de 5 minutos do jornal dos trabalhadores pra vários familiares e pra uma galera do trampo. Putz, será que alguém mandou pro patrão? Ah, sei lá, nem importa. A galera precisava saber mesmo dessa trabalhadora do Recife que luta por justiça pelo filho, morto pela violência capitalista. A redação do Esquerda Diário pertence aos dramas e aflições da classe trabalhadora.

Termina o almoço. Arroz e feijão, faz tempo que não tem carne. Bem que podia sair uma matéria falando que o trabalhador faz tempo que não come carne. A ideia chega no pessoal que faz vídeo, e antes da comida bater no estômago, roda pelo twitter o vídeo daquela moça sobre o preço do arroz. Rodando pelas páginas dá pra saber que na sexta-feira o debate vai ser sobre LGBTfobia, com jovens estudantes. Uma delas, a do meio da foto, tava em outra foto, acho que de uma manifestação daquelas bem grandes com um cartaz na mão escrito Fora Bolsonaro e Mourão. A redação do Esquerda Diário está nas ruas.

Ao vivo, a estudante negra liga uma live do próprio celular. Os olhos cheios de água e a voz embargada, que embarga junto quem tá assistindo. Fala direto do ato de mães que perderam os filhos na chacina. Que bom que ela está lá. Tínhamos que ser mais. Igual foi em Myanmar, em Minneapolis, em Santiago do Chile. Milhares nas ruas, fábricas paradas. Igual contavam no programa semanal que sai no youtube, as lutas internacionais inspiram, e aqui no Brasil, só dá pra ser assim se superar as burocracias sindicais. A redação do Esquerda Diário respira a luta internacional.

Lembra quando tudo começou, esse tal de capitalismo? Os trabalhadores e os jovens já tinham percebido que todo dia era a luta entre o descanso e o cansaço, entre a liberdade sexual e a miséria da sexualidade, entre o salário que o patrão paga e o desejo de matar a fome. A luta pra diminuir a jornada, as reuniões partidárias pra conspirar e traçar os melhores planos. A luta de classes. “Falando em Marx…” é o nome do programa que fala da teoria da revolução, do Marx. E fosse com o nome que fosse, no Pravda ou na Iskra, a luta de classes estava lá, escrita e descrita nas páginas escritas pelos jovens, trabalhadoras e trabalhadores que escolheram o lado certo dela. E a Redação do Esquerda Diário tem um lado: O lado de quem luta pelo fim da escravidão assalariada.

Quem não gostou das novas regras, pede pra sair que tem uma fila de gente procurando emprego lá fora, disse o patrão durante a tarde. Canalha... Temos que escolher entre a fome e o vírus, pensa o trabalhador. E o sindicato não faz nada, só fala de processo na justiça. O trabalhador abre o celular e vê uma luta num hospital universitário onde os trabalhadores se organizaram e conquistaram vacina pros terceirizados. Tá tudo naquele site pra dar exemplo pra gente de todo o país. A redação do Esquerda Diário está na auto-organização dos trabalhadores no local de trabalho.

A juventude e a classe trabalhadora já sabiam que enquanto tudo era roubado da gente, só o que podíamos chamar de nosso eram as ferramentas pra lutar contra essa prisão. Nosso mesmo é o nosso jornal. "Meu marido ficou vários meses sem receber e eu entrava em contato com várias mídias e ninguém respondia. Só o Esquerda Diário me ajudou e no mesmo dia que saiu a matéria a empresa deu uma satisfação". A redação do Esquerda Diário é a voz das e dos trabalhadores oprimidos.

Não foi uma ajuda, a redatora do dia, que é trabalhadora da fábrica, responde. É nosso dever como mídia militante. Porque isso não é nosso, é seu. Cada passo dessa mídia, cada mudança no site, no podcast, no texto, no vídeo, é pra fazer crescer a luta pra ir por mais do que reformas, pra ir à esquerda do PT, pra não se contentar com a mudança dos jogadores do poder, pra ir pra cima e lutar por tudo que é nosso de direito. A redação do Esquerda Diário está a serviço da organização dos trabalhadores e jovens pela base, na luta pela revolução socialista.

Vamos mudar nosso site, o técnico de informática da loja do shopping conta na reunião. Pra te ajudar a encontrar tudo num só lugar. Do "Feminismo e Marxismo" ao "ED 5 Minutos", passando pelo "Brasil não é para amadores", o “ED Comenta” e o Podcast Peão 4.0, tudo num só lugar. Acho que precisa ser tipo uma nova etapa, que começa junto com o novo site, a partir do dia 15/07. Boa! Comenta o outro técnico que conversa com ele, enquanto faz a pausa do cigarro na empresa de telemarketing. Bora ajudar a colocar a luta de classes na mão do povo. “A Nossa Classe tá ON”, é o nome de um novo programa, pra mostrar que a nossa classe não tá derrotada. Pro povo fazer luta de classes e colocar lá, pro povo mostrar luta de classes que não dava pra ver em nenhum outro lugar. Pra todo mundo que é lutador poder sentir o que a gente sente. Que abriu o "ED" e a luta de classes veio pra nossa mão, na frente dos nossos olhos. Esse momento, no meio da rotina de uma vida roubada, que vira aquele momento precioso do dia, o único que você pode chamar de seu. A redação do Esquerda Diário está nos celulares, computadores, áudios, vídeos, lives e fones de ouvido de algumas centenas de jovens, estudantes e trabalhadores que lutam por um mundo novo, sem capitalismo, sem exploração, sem opressão, para organizar a nossa classe.




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