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IMPERIALISMO | A “cooperação internacional” de Biden é reforçar a máquina de guerra da OTAN

Biden se reelegeu com um discurso de que iria retomar o multilateralismo e a “cooperação mundial” deixado para trás por Trump. Esse discurso, aparentemente muito bonito, mostrou no último G7 sua verdadeira face: revigorar a reacionária OTAN, para aumentar a pressão sobre a China e a Rússia.

sexta-feira 18 de junho | Edição do dia

Após o fim da segunda guerra mundial os EUA assumiram a hegemonia dentro do mundo capitalista. Para isso, criaram uma série de instituições e tratados para organizar sua hegemonia. Uma delas foi a Organização do Tratado do Atlântico Norte, conhecida como OTAN, criada em 1949. Se tratava de uma aliança político-militar entre várias potências capitalistas, historicamente hegemonizada pelos EUA.

Além de garantir a hegemonia americana dentro do sistema imperialista, também tinha outra função: pressionar a URSS e todo o bloco de países “socialistas” no contexto da Guerra Fria. Teve sua “estreia” na Guerra da Coreia, onde houve uma estrutura militar comum para os EUA fazerem seu massacre.

No entanto, o protagonismo da OTAN veio a partir da queda do muro de Berlin. Absorvendo antigos países da ex-URSS e do Leste Europeu, a aliança promoveu uma série de intervenções militares, como no Iraque, na Guerra da Bósnia e no Kosovo. Com o ataque do 11 de setembro, foi invocado pelos EUA seu artigo que dizia que todos os países deveriam defender um membro de um ataque externo. A OTAN então atuou na Guerra do Afeganistão, na intervenção do Iraque e também na Líbia. Ou seja, o currículo de tal aliança é rico em guerras e massacres, afim de manter a hegemonia do imperialismo norte-americano.

No entanto, a eleição de Trump moveu o tabuleiro geopolítico, com os EUA adotando um discurso unilateralista e isolacionista retirou o protagonismo da OTAN. Prometendo mudar esse rumo, retomando o multilateralismo e a “cooperação internacional”, Biden se elegeu. No entanto, com menos de seis meses no cargo, o novo mandatário já mostrou o que isso significa. Nessa última semana, ocorreu o encontro do G7 e da OTAN, onde ficou marcada um novo reforço na aliança reacionária. Ou seja, por trás de todo o discurso bonito de Biden, o que fica claro é que sua real intenção é tentar relegitimar o imperialismo americano e assegurar sua hegemonia, hoje em crise e que para isso vai reforçar uma aliança militar reacionária responsável por inúmeras guerras e massacres, apesar de todo o discurso bonito, discurso esse que foi endossado por várias correntes de esquerda. Cabe lembrar que não é novidade esse “instinto guerreiro” do Partido Democrata. Se elegendo com um discurso anti-guerra, Obama – cujo vice era Biden – foi conhecido como senhor dos drones, por ter sido o presidente que mais jogou drones e bombas na história nos EUA.

No entanto, como viemos ressaltando no Esquerda Diário, o mundo pré-Trump não irá voltar. Se Biden difere do antigo presidente na questão do unilateralismo, seu objetivo é o mesmo: aumentar a pressão sobre a China, para garantir a supremacia norte-americana.

Isso tudo evidencia que, como dito por Lenin o imperialismo é a reação em toda a linha. Além disso, evidencia que num mundo marcado pela crise econômica que vinha desde 2008, tendo sido agravada pela pandemia, as tensões geopolíticas são crescentes, seja na face da extrema-direita de Trump ou na face pretensamente humana de Biden. Frente a isso, se torna cada vez mais necessária a construção de uma força socialista, imperialista e revolucionária, como fazem os camaradas do grupo irmão do MRT nos EUA, o Left Voice.




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