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Política | Zema exclui trabalhadores com comorbidades ou com mais de 60 anos de edital de contratação na educação em MG

Edital de contratação de trabalhadores da educação publicado pela Secretaria de Educação de Minas Gerais assume política discriminatória e exclui trabalhadores ABS, ATB e professores com comorbidades e maiores de 60 anos. Se você passou por esse constrangimento, envie sua denúncia para o Esquerda Diário, para expor a injustiça que a Secretaria de Educação quer esconder.

terça-feira 29 de junho | Edição do dia

Dando seguimento a sua política de exclusão e de ataques ao conjunto da classe trabalhadora, Zema (Novo) impede, através de edital, que Auxiliares em Saúde Bucal (ASBs), Assistentes Técnicos de Educação Básica (ATBs) e professores com mais de 60 anos ou que possuem comorbidades possam ser contratados pela Secretaria de Saúde de Educação de Minas Gerais.

Com essa medida, o governador do Novo exclui parcelas relevantes das categorias da participação dos processos de seleção.

Não é possível descolar decisões como essa do governo de Minas de um projeto mais amplo que prioriza sempre o lucro às vidas dos trabalhadores, jogando a crise em suas costas.

E sobre isso, Flavia Valle, professora da rede estadual de Minas Gerais, disse para o Esquerda Diário:

“É escandaloso! O governo Zema exclui trabalhadores com comorbidades ou com mais de 60 anos de edital para contratação de ASB, ATB e professor na rede estadual de educação! Uma política de exclusão e discriminatória. É mais absurdo ainda quando consideramos que entre trabalhadores da educação, em especial as mulheres, muitas são diabéticas e hipertensas, e que sofrem ainda mais riscos com a pandemia.

Podemos trabalhar até morrer com a reforma da previdência mas não podemos trabalhar por causa de nossa idade ou devido à saúde debilitada por uma vida de trabalho. É um disparate!

Lutamos pela revogação da reforma da previdência e pela apuração imediata desses casos, que fere a isonomia entre servidores. É urgente a contratação de todos trabalhadores lesados por essa política discriminatória de Romeu Zema e da Secretaria de Educação de Minas Gerais.

Basta de pagar com a nossa vida a destruição da educação que governos como os de Zema e Bolsonaro, que vieram para aprofundar de forma violenta os ataques que a gente já enfrentava ao longo dos governos do PSDB e que o PT deu continuidade com fechamento de turmas e de escolas, o piso salarial abaixo do exigido constitucionalmente, atraso de salários.

Nós do MRT também lutamos pela imediata nomeação de todos os trabalhadores concursados na área da educação dos concursos de 2014 e 2017 e a efetivação sem concurso público das trabalhadoras ABS e ATB, com os mesmos direitos aos de um servidor efetivo.”

Contra esse sistema de miséria, que descarta aqueles que não são considerados úteis para a reprodução do capital, o que afeta profundamente as condições materiais de e a saúde mental da classe trabalhadora, devemos unificar as lutas de nossa classe, dos trabalhadores efetivos, terceirizados e desempregados, em defesa de cada um dos nossos direitos.




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